ESTREIA 26/10 NOS PRINCIPAIS CINEMAS DO PAÍS

ESTREIA 26/10 NOS PRINCIPAIS CINEMAS DO PAÍS

IMAGEM IRON MAN 3

IMAGEM IRON MAN 3

IMAGEM IRON MAN 3

IMAGEM IRON MAN 3

IMAGEM DE IRON MAN 3

IMAGEM DE IRON MAN 3

GREY'S ANATOMY - 9ª TEMPORADA

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GREY'S ANATOMY - 9ª TEMPORADA

GREY'S ANATOMY - 9ª TEMPORADA
9ª Temporada - Em exibição nos Estados Unidos! Nas quintas-feiras às 22h e na SONY (Brasil) às 21h45!

Go On, nova série da Warner Channel

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Go On

Go On
com Mathew Perry (Chandler, de Friends), a série tem estreia prevista para o Brasil em 1º de novembro na Warner

ARROW, série sobre o Arqueiro Verde estreou na Warner

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Estreia em Novembro no Universal Channel

Estreia em Novembro no Universal Channel

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

THE END, 2009


Bem, estava lendo o Pão Diário e achei a mensagem muito oportuna para postar no nosso BLOG CINÉFILO.COM. Espero sinceramente que leiam e reflitam:

"Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria" (Salmo 90.12)

"Eu não falava inglês, nem sabia a pronúncia certa, mas lembro que, quando criança, tínhamos a certeza de que um filme havia terminado porque ao final aparecia escrito: The End-Fim! Após o fim de um filme no cinema, a gente levanta da poltrona e vai embora.

Estamos no fim de mais um ano. E como foi este ano? Tal como num filme, houve cenas emocionantes, algumas hilárias, outras de drama, encontros e desencontros, surpresas e muitos personagens diferentes entrando e saindo de cena. Porém, diferente de um filme, tudo foi real, quer as alegrias ou as dores, elas existiram.

No filme, o elenco é sabiamente orientado por um diretor para que o filme aconteça a contento. E na vida, quem dirige? Quem dirigiu o roteiro da sua vida neste ano que passou? Você agiu dentro do script ou achou melhor fazer seus improvisos, desviando-se do roteiro proposto pelo Diretor?

Filmes nos emocionam, nos fazem pensar, refletir e até mudar posturas. E o filme real que você protagonizou neste ano que termina? O que ele gerou em você? Quais são suas reflexões acerca do que você viveu ao longo de 2009? Que posturas poderiam ter sido diferentes? Quais palavras, atitudes, decisões e sentimentos do coração não estiveram de acordo com as orientações sábias e seguras do Diretor?

Como eu dizia, quando o filme acaba, a gente levanta e vai embora. Todavia, quando o ano acaba, não há como simplesmente levantar e ir embora. Na verdade, assentamo-nos para vislumbrar o próximo. Quando um ano acaba, ele traz consigo um novo começo, uma nova fase, um novo capítulo de uma série que esperamos durar por muito tempo.

Que ao realizar as últimas cenas deste filme real chamado 2009, você se volte para o Diretor e se lance totalmente à sua direção para o novo filme prestes a estrear: 2010, UM NOVO COMEÇO. E que debaixo da direção do Mestre, ele seja um sucesso absoluto." (Texto de WMJ- Pão Diário).

FELIZ 2010!!!
DEUS ABENÇOE A TODOS!!!

SÃO OS MAIS SINCEROS VOTOS DO BLOG CINÉFILO.COM

ABRAÇO,
Giselle Lisboa da Matta
31/12/2009

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

THE BLIND SIDE - O LADO CEGO






Olá, amigos!!

Em 26 de março de 2010, um belíssimo e emocionante drama protagonizado por Sandra Bullock estreiará nos cinemas brasileiros. The Blind Side conta a história de Leigh Anne (interpretada por Sandra Bullock), uma mãe conservadora e superprotetora, que representa bem o que é amar incondicionalmente sua família. Aliás, em relação a essa característica da personagem, Sandra Bullock diz: "Eu amo este lado dela, é o que nós temos muito em comum. Não acho que exista algo que ela não faça por sua família, e não tem nada que eu não faria pela minha" (G1). Ao conhecer Michael Oher (Quinton Aaron), um homem negro sem-teto e sem família, Leigh decide ajudá-lo e criá-lo como filho. Oher, incentivado pela família adotiva, irá se dedicar ao futebol americano, tornado-se assim um grande profissional nesse esporte. O drama é baseado na obra The Blind Side: Evolution of a Game do próprio Michael Oher, no qual conta sua incrível história de vida real!

Apesar de explorar temas conhecidos como adoção, preconceito racial e o amor incondicional de uma mãe, o filme traz uma Sandra Bullock diferente, cuja interpretação tem sido elogiadíssima pela crítica, a tal ponto que Sandra concorrerá ao Globo de Ouro, em 2010, não apenas pelo filme A Proposta, mas também por The Blind Side. O destaque da atuação de Sandra Bullock está tomando grandes proporções, que já se especula a possibilidade de sua primeira indicação ao Oscar para Melhor Atriz. Críticos dizem ser uma atuação que lembra muito Julia Roberts em Erin Brockovich, filme que lhe rendeu Oscar de melhor atriz!

Em entrevista, a atriz Sandra Bullock garante que não se considera uma boa atriz e que talvez nunca será: "Eu fui criada em uma casa em que sempre havia eventos de artes com atores, músicos e dançarinos. Então atuar não era uma ambição, era algo que estava sempre presente como parte da minha educação e de quem eu sou. É uma relação de amor e ódio, com certeza, porque não acredito ter feito o meu melhor trabalho. Às vezes, acho que nunca serei uma boa atriz e que estarei sempre tentando aperfeiçoar o meu desempenho, e por isso tenho uma paixão por desafiar a mim mesma. Nao sei te dizer como está esse meu relacionamento, somente sei que será algo que provavelmente sempre farei por nunca o ter feito perfeitamente." (G1)

Quanto a decisão em atuar como protagonista em The Blind Side, Sandra diz: "Eu li o roteiro, mas não sabia como lidar com esta personagem. Nunca havia encontrado, conhecido ou visto qualquer pessoa com quem eu a pudesse comparar. É uma historia interessante, mas eu disse que eu não era a pessoa que poderia intrerpretá-la. Mas eles insistiram e o diretor ainda não conseguia explicá-la. Pensei que ele estava me escondendo alguma informação. Foi quando ele disse: você tem que ir conhecer esta mulher. Eu fui para Memphis e conheci Leigh Anne Tuohy e, desde aquele momento, entendi por que ele não podia defini-la: não há ninguém como ela. No momento em que entra em sua casa, você fica com medo dela, mas por motivos certos. Ela é uma supermãe, protetora e extremamente determinada. Foi quando pensei: bem, vamos lá enfrentar o desafio." (G1)

O longa ganhou considerável destaque nas bilheterias dos EUA, arrecadando cerca de US$ 35 milhões, um valor acima do esperado. Apesar de estar em 2° lugar, mas com o crescimento de 18%, com US$ 40 milhões, tem garantido 73% de aprovação de críticos especializados e do público, provando ser um sucesso, pois tem atraído todas as faixas etárias, de 8 à 80 anos.

O trailer já revela diálogos emocionantes, tais como: Ao perguntado se já teve um quarto só seu, Michael Oher responde: "nunca tive cama". Em outra cena, na qual aparece Sandra procurando por Michael, ela diz: "se você ameaça MEU FILHO, você ameaça a mim". Uma das cenas mais tocantes acontece quando Sandra (Leigh) ao ouvir: "Você está mudando a vida deste garoto", responde: "Não, ele é que está mudando a minha!"

Site oficial do filme:
http://www.theblindsidemovie.com/
Vamos aguardar!!!
Abraço,
Giselle Lisboa da Matta
30/12/2009

pesquisado em:
http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1427564-7086,00-NUNCA+SEREI+UMA+BOA+ATRIZ+DIZ+SANDRA+BULLOCK.html

http://momentocine.blogspot.com/2009/11/o-sucesso-de-blind-side-nas-bilheterias.html

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

AVATAR E O OSCAR


A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas terá dez candidatos ao Oscar a melhor filme, em 2010. Isso se explica pelo fato de a Academia esperar que os eleitores do Oscar possam indicar filmes que foram grandes sucessos de público, para garantir um aumento na audiência televisiva da cerimônia de entrega e ao mesmo tempo evitar protestos, como o ocorrido com os fãs de "Batman - O cavaleiro das trevas", quando este não foi indicado a melhor filme em 2009.

Então, não se surpreendam caso, em 2010, filmes como "Up - altas aventuras", da Pixar, lançado em maio e considerado a terceira maior bilheteria norte-americana de 2009; "Se beber, não case", a maior comédia do ano, sucesso extraordinário de público; "Star trek", com o sexto lugar nas bilheterias norte-americanas; "Bastardos inglórios", com o 22° lugar nas bilheterias e, finalmente, "Avatar", considerado até agora, a maior bilheteria de 2009, derrubando o longa Lua Nova, estiverem na relação dos indicados ao Oscar de melhor filme, em 2010.

"Avatar", a ficção científica de James Cameron redefiniu a disputa pelas indicações. "As resenhas positivas do filme estão em 83 entre 100 no site Metacritic, em 83 por cento no RottenTomatoes.com e em 94 por cento na amostragem de críticos mais importantes feita por esse último site." (G1)

A temática levantada por "Avatar" pode agradar à Academia: "É favorável ao meio ambiente e é uma diatribe contra a América de George Bush, que saqueou nações soberanas para arrancar seus recursos naturais," de acordo com um membro do público (G1). Estima-se que "Avatar" possa receber nove indicações: melhor filme, diretor, efeitos visuais, edição, direção de arte, som, edição de som, trilha sonora e canção (fotografia, figurinos e maquiagem são menos prováveis, já que muito desse trabalho foi feito digitalmente).

Anteriormente, apenas "Guerra nas estrelas", de 1977, "E.T.", de 1982, e os três filmes "Senhor dos anéis", do início desta década, foram os únicos filmes do gênero ficção científica a concorrerem ao Oscar.
A lista dos indicados ao Oscar será divulgada em 2 de fevereiro e a transmissão da cerimônia de entrega acontecerá em 7 de março de 2010.

Abraço,
Giselle Lisboa da Matta
23/12/2009
pesquisado em:




domingo, 20 de dezembro de 2009

MORRE, AOS 32 ANOS, A ATRIZ BRITTANY MURPHY


Infelizmente, a jovem atriz americana Brittany Murphy morreu esta manhã na cidade de Los Angeles, Estados Unidos, após sofrer uma parada cardíaca. A atriz, de apenas 32 anos, chegou sem vida ao hospital Cedars-Sinai Medical Center. A notícia foi divulgada pelo site especializado em celebridades, TMZ.
Uma chamada de emergência ao 911 foi feita por volta das 8 h (horário local), às 14h (horário de Brasília) da casa da jovem atriz. A ligação foi feita pelo roteirista britânico Simon Monjack, com quem Brittany era casada.

Brittany Murphy nasceu na cidade de Atlanta, no Estado americano da Georgia. Estrelou os longas como A Agenda Secreta do Meu Ex-Namorado, Happy Feet, Dead Girl, Grande Menina, Pequena Mulher, 8 Mile-A Rua das Ilusões, As Patricinhas de Beverly Hills, Recém-Casados, Sin City - A Cidade do Pecado, entre outros.

No próximo ano, a atriz será vista em Os Mercenários, longa dirigido por Sylvester Stallone e filmado no Rio de Janeiro.

20/12/2009
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

AVATAR, "O SONHO DE CAMERON"



Avatar foi escrito em 1995, através de inspirações dos contos de ficção científica que o diretor James Cameron lia quando criança. Sobre essas inspirações, o diretor e roteirista afirma:
"[...] sonhos. Eles são a grande fonte da minha imaginação, mas também o sonho dos outros. Adoro a arte da fantasia: livros, coleções de ilustração. Claro que, quando criança, eu adorava filmes que me impressionavam visualmente. Os filmes de Ray Harryhausen mexeram muito comigo. Provavelmente, minha grande fantasia em vida, se você tivesse me perguntando quando eu era menino, era poder criar um tipo de entretenimento semelhante àquele. Algo que aparecesse na tela e que fosse difícil de ser explicado. Que fosse misterioso e enigmático, e que eu não tivesse a mais remota ideia de como foi feito. Eu acho que grande parte do sentimento que me moveu a fazer um filme como Avatar tem a ver com colocar na tela algo que não pode ser imediatamente explicado, que é mágico" (James Cameron, 2009).
E o sonho de filmar Avatar era anterior à sua grande produção Titanic:

"Planejei fazer Avatar muito antes de Titanic. Então, em 1995, Avatar já era um filme que eu queria fazer. Era só uma questão de quando, do desenvolvimento da tecnologia. Pensei em fazer o projeto logo após Titanic, por volta de 1998. Mas me disseram na época que não seria possível, porque tínhamos que esperar que o foto-realismo do rosto dos humanoides criados por computador se desenvolvesse ainda mais. Minha experiência anterior com efeitos computadorizados de ponta tinha sido com O segredo do abismo, no qual fomos além da tecnologia existente na época, e fizemos o mesmo com O exterminador do futuro 2. Pegamos a tecnologia que estava disponível e tentamos expandi-la um pouco mais. E, com isso, tivemos a chance de passar na frente dos demais e mostrar ao público coisas que ele jamais tinha visto antes no cinema". (James Cameron, 2009)

A tecnologia foi especialmente desenvolvida para comportar os efeitos especiais de Avatar. Apesar de Cameron citar Peter Jackson como criador da WETA (companhia de efeitos especiais) responsável pelo personagem Gollum, de O Senhor dos Anéis, e demonstrar para a comunidade cinematográfica que aquilo era possível de ser feito, vale ressaltar que a produção The Matrix foi a grande divisora de águas no que diz respeito a efeitos especiais, pois foi a partir do Bullet Time que, posteriormente, foi desenvolvido o chamado Cinema Virtual.

Ainda sobre a tecnologia aplicada em Avatar, James Cameron (2009) afirma: "[...]Mas agora nós fomos muito mais longe do que o feito com o Gollum, porque tivemos todos os tipos de personagens baseados em diferentes atores. Gollum foi um personagem criado a partir da performance do ator Andy Serkis. Os animadores se sentaram na frente dos computadores e fizeram uma animação. E eu não queria animação em “Avatar”. Eu queria interpretação. Queria que os personagens transmitissem o trabalho feito pelos atores. Esses personagens foram organicamente interpretados pelos atores. Toda a performance física e a expressão facial deles foram captadas". Avatar torna-se assim a primeira produção cinematográfica totalmente computadorizada que passa longe de ser apenas uma animação digital.

Avatar conta a história de Jake Sully (Sam Worthington), um ex-fuzileiro naval americano preso à cadeira de rodas que, com a morte de seu irmão gêmeo cientista, ganha a chance de entrar em seu lugar num projeto em que ele vinha trabalhando. Jake embarca então para Pandora, local onde pesquisadores encontraram um minério raro, que pode ser a chave para solucionar a crise energética na Terra. Como a atmosfera do planeta é tóxica aos humanos, criou-se o Projeto Avatar, em que humanos têm suas consciências projetadas em outros corpos, os tais avatares, com as características físicas dos Na’vis, os habitantes do planeta Pandora. Neste local, ele conhecerá também Neytiri (Zoë Saldana), que se encantará pela coragem do ex-fuzileiro e abrirá portas para que ele conheça bem a região que os humanos pretendem em breve devastar, além dos hábitos de seus moradores. Jake passa a ser então a principal fonte de informação para os pesquisadores e militares, que se preparam para expulsar os Na’vis de sua terra, já que a tribo vive exatamente em cima da maior concentração do minério existente no planeta.
O elenco conta ainda com Sigourney Weaver (que trabalhou com Cameron em “Aliens”, de 1986), Michelle Rodriguez (a sempre agressiva Ana Lucia de “Lost”) e Giovanni Ribisi, entre tantos outros. O encerramento acontece com a voz de Leona Lewis ao fundo dos créditos, com a canção-tema “I see you”.
O longa já é considerado a produção mais cara da história de Hollywood, com um orçamento de cerca de US$ 500 milhões, o que equivale aproximadamente a R$ 1 bilhão. Mas, segundo os críticos, Avatar vale cada "centavo investido", pois o filme já é considerado o melhor longa de 2009. A New York Film Critics Online, uma associação de jornalistas da internet, elegeu seus melhores filmes de 2009, e o melhor filme do ano, na opinião do grupo, é Avatar, de James Cameron. Avatar é um dos indicados ao Globo de Ouro, em 2010, para melhor filme. Então...isso significa que quem assistir ao longo, não irá se arrepender.

O filme estreia hoje (18/12) em mais de 650 salas de cinema, em todo o país. Em São Luís, Avatar pode ser visto:
No Box Cinemas:

Sala 08 (Avatar 3D - Dublado): sessões 14h20/ 17h40/ 21h00
Sala 09 (Avatar Dublado): sessões 13h50/ 17h10/ 20h30
Sala 10 (Avatar Legendado): sessões 14h50/ 18h10/ 21h30
Abraço,
Giselle Lisboa da Matta
18/12/2009

pesquisado em:

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

GLOBO DE OURO 2010

Na terça feira (15/12), a "Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood" (HFPA, na sigla em inglês) divulgou a lista com os indicados ao 67º Globo de Ouro. A Cerimônia, considerada a segunda premiação mais importante em Hollywood, é apontada como termômetro para o Oscar, porém torna-se mais abrangente que o Oscar,pois premia os melhores tanto do cinema quanto da televisão.

O Globo de Ouro será realizado em 17 de janeiro e transmitido pelo canal americano NBC. No Brasil, a cerimônia será exibida pelo canal pago TNT, às 23h do mesmo dia.
Os vencedores do Globo de Ouro serão conhecidos quase dois meses antes do Oscar, que, em sua edição de 2010 será exibido no início de março, no dia 7. A lista dos indicados ao Oscar será anunciada no dia 2 de fevereiro.

O líder de indicações para o Globo de Ouro de 2010 é o filme "Amor Sem Escalas", estrelado por George Clooney e dirigido por Jason Reitman. O longa disputará em seis categorias, entre elas melhor drama, melhor diretor e melhor roteiro.

O segundo colocado é o filme "Nine", do diretor Rob Marshall. O longa recebeu cinco indicações, entre elas melhor musical/comédia e melhor ator de comédia/musical, pelo trabalho de Daniel Day-Lewis.

As atrizes Meryl Streep e Sandra Bullock receberam duas indicações. Streep concorrerá ao Globo de Ouro de melhor atriz em comédia/musical com dois longas "Julie & Julia" e "Simplesmente Complicado", enquanto Sandra Bullock, indicada pela mesma categoria por sua atuação em "A Proposta", concorrerá também na categoria de melhor atriz dramática pelo longa "O Lado Cego".

Não houve indicação para o longa "This is it", o que derruba a possibilidade de o filme concorrer ao Oscar. Além disso, na categoria de melhor filme estrangeiro, nenhum longa brasileiro foi indicado.

Nas categorias relacionadas à televisão, a série musical "Glee", transmitida no Brasil pelo canal pago Fox desde novembro deste ano, segue na liderança com quatro indicações, entre elas a de melhor série musical/comédia. "30 Rock", a grande vencedora em 2009, marca presença no evento concorrendo com "Glee" na mesma categoria, além de indicações como melhor atriz e melhor ator em comédia/musical, graças às atuações de Alec Baldwin e Tina Fey.

Confira a lista dos indicados:

EM CINEMA:

- Melhor filme drama

"Avatar"
"Guerra ao terror"
"Bastardos inglórios"
"Preciosa"
"Amor sem escalas"

- Melhor filme musical ou comédia

"500 dias com ela"
"Se beber não case"
"Simplesmente complicado"
"Julie & Julia"
"Nine"

- Melhor ator drama

Jeff Bridges, "Crazy heart"
George Clooney, "Amor sem escalas"
Colin Firth, "A single man"
Morgan Freeman, "Invictus"
Tobey Maguire, "Entre irmãos"

- Melhor atriz drama

Emily Blunt, "The young Victoria"
Sandra Bullock, "The blind side"
Helen Mirren, "The last station"
Carey Mulligan, "Educação"
Gabourey Sidibe, "Preciosa"

- Melhor direção

Kathryn Bigelow, "Guerra ao terror"
James Cameron, "Avatar"
Clint Eastwood, "Invictus"
Jason Reitman, "Amor sem escalas"
Quentin Tarantino, "Bastardos inglórios"

- Melhor ator musical ou comédia

Matt Damon, "O desinformante"
Daniel Day-Lewis, "Nine"
Robert Downey Jr., "Sherlock Holmes"
Joseph Gordon-Levitt, "500 dias com ela"
Michael Stuhlbarg, "Um homem sério"

- Melhor atriz musical ou comédia

Sandra Bullock, "A proposta"
Marion Cotillard, "Nine"
Julia Roberts, "Duplicidade"
Meryl Streep, "Simplesmente complicado"
Meryl Streep, "Julie & Julia"

- Melhor ator coadjuvante

Matt Damon, "Invictus"
Woody Harrelson, "The messenger"
Christopher Plummer, "The last station"
Stanley Tucci, "Um olhar do paraíso"
Christoph Waltz, "Bastardos inglórios"

- Melhor atriz coadjuvante

Penelope Cruz, "Nine"
Vera Farmiga, "Amor sem escalas"
Anna Kendrick, "Amor sem escalas"
Mo'Nique, "Preciosa"
Julianne Moore, "A single man"

- Melhor filme estrangeiro

"Baaria"
"Abraços partidos"
"La nana"
"Um profeta"
"A fita branca"

- Melhor animação

"Tá chovendo hamburguer"
"Coraline"
"O fantástico sr. Raposo"
"A princesa e o sapo"
"Up - Altas aventuras"

- Melhor roteiro

Neill Blomkamp, "Distrito 9"
Mark Boal, "Guerra ao terror"
Nancy Meyers, "Simplesmente complicado"
Jason Reitman, "Amor sem escalas"
Quentin Tarantino, "Bastardos inglórios"

- Trilha sonora original

Michael Giacchino, "Up - Altas aventuras"
Marvin Hamlisch, "O desinformante"
James Horner, "Avatar"
Abel Korzeniowski, "A single man"
Karen O, Carter Burwell, "Onde vivem os monstros"

- Canção original

“Cinema italiano", de "Nine"
Música e letra de Maury Yeston
“I want to come home", de "Everybody's fine"
Música e letra de Paul McCartney
“I will see you", de "Avatar"
Música de James Horner, Simon Franglen
Letra de James Horner, Simon Franglen, Kuk Harrell
“The weary kind", de "Crazy heart"
Música e letra de Ryan Bingham, T Bone Burnett
“Winter”, de "Entre irmãos"
Música de U2
Letra de Bono

EM TELEVISÃO:

- Melhor drama:

“Big Love” / “Dexter” / “House” / “Mad Men” / “True Blood”

- Melhor comédia:

“30 Rock” / “Entourage” / “Glee” / “Modern Family” / “The Office”

- Melhor ator de drama:

Simon Baker, “The Mentalist” / Michael C. Hall, “Dexter” / Jon Hamm, “Mad Men” / Hugh Laurie, “House” / Bill Paxton, “Big Love”

- Melhor atriz de drama:

Glenn Close, “Damages” / January Jones, “Mad Men” / Juliana Margulies, “The Good Wife” / Anna Paquin, “True Blood” / Kyra Sedgwick, “The Closer”

- Melhor atriz de comédia:

Toni Collette - “United States of Tara” / Courtney Cox - “Cougar Town” / Edie Falco - “Nurse Jackie” / Tine Fey - “30 Rock” / Lea Michele – “Glee”

- Melhor ator de comédia:

Alec Baldwin - “30 Rock” / Steve Carell – “The Office” / David Duchovny – “Californication” / Thomas Janes – “Hung” / Matthew Morrison – “Glee”

- Melhor atriz coadjuvante:

Jane Adams – “Hung” / Rose Byrne – “Damages” / Jane Lynch - “Glee” / Janet Mcteer – “Into The Storm” / Chloë Sevigny – “Big Love”

- Melhor ator coadjuvante:

Michael Emerson – “Lost” / Neil Patrick Harris – “How I Met Your Mother” / William Hurt - “Damages” / John Lithgow - “Dexter” / Jeremy Piven - “Entourage”

- Minissérie ou filme feito para a TV:

“George O’Keeffe” / “Grey Gardens” / “Into the Storm” / “Little Dorrit” / “Taking Chance”

Pesquisado em: http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/globo-de-ouro-2010-divulga-lista-de-indicados/

Abraço,
Giselle Lisboa da Matta
16/12/2009

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

LOST E 24 HORAS NA GLOBO



Olá amigos!!
Após sermos surpreendidos com a não exibição da série 24 Horas na Rede Globo de Televisão em 2009, a emissora incluirá tanto a 7ª temporada de 24 Horas quanto a 5ª temporada de Lost na grade de programação, em 2010. Segundo o site "Estrelando Séries", Lost entrará no ar a partir de 4 de janeiro e ficará até 29 de janeiro, já 24 Horas será exibido a partir de 1° de fevereiro e ficará até 5 de março.

Mas em meio a toda essa euforia, preciso perguntar: o que a Rede Globo fará com as 3ª e 4ª temporadas de Prison Break, que inclusive já foram compradas pela emissora?

Vamos aguardar!!!
Abraço,
texto de: Giselle Lisboa da Matta
14/12/2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

TV'S ABERTAS E SERIADOS - UM GRANDE CAOS

Olá, amigos!!!
A maioria da população brasileira, infelizmente, depende da tv aberta para assistir séries norte-americanas. Atualmente, as três grandes emissoras brasileiras responsáveis em exibir seriados são a Rede Globo, a Rede Record e o SBT.

No texto de hoje, preciso relatar a falta de respeito dessas emissoras com o telespectador no que concerne a compra e "exibição" de séries norte-americanas. Pois, o que tenho testemunhado, nesses últimos anos, é a ausência de compromisso das emissoras com o público que "curte" assistir aos enlatados.
A Rede Globo, por exemplo, não exibiu as temporadas seguintes de 24 Horas e não deu explicação alguma!!!! A emissora comprou a série The Bones, na qual é exibida esporadicamente (quando a emissora quer) em horários como 2 horas ou 4 horas da manhã (geralmente nas madrugadas de sábado). Há também o caso da premiada série norte-americana Damages (que tem como protagonista a atriz Glenn Close) exibida pela Globo nas madrugadas de sábado (e detalhe, eu só soube disso porque costumo dormir muito tarde, porque do contrário....).

A Rede Record tem sido estável com as séries C.S.I Las Vegas, C.S.I Nova York, C.S.I Miami, Dr. House, A Nova Super Máquina, mas....pergunto-me todos os dias: Onde está a Segunda Temporada de Heroes? (e a emissora divulgou, no início desse ano, a exibição dessa temporada da série).

O SBT...bem...essa emissora é a vencedora em desrespeito ao telespectador, pois muda os horários, tira as séries do ar (sem ao menos avisar) e mais.... exibe repetidamente episódios de apenas uma temporada de alguns seriados....ah!!! E a emissora ainda consegue comprar séries sem, contudo, exibí-las, como é o caso de The Mentalist. Veja a falta de respeito da emissora: Grey's Anatomy foi retirada da grade de programação sem qualquer aviso; Smallville, Cold Case, Moonlight, Desaparecidos, One Tree Hill e outros são exemplos de séries, cujos episódios os telespectadores já sabem "de cor e salteado." Já o seriado Fringe é um exemplo de que o telespectador tem que ficar acordado até 5 horas da manhã pra assistí-la....e ainda corre o risco de a emissora não exibir!!!!
A minha indignação é que o SBT tem previsão para comprar mais séries, como Glee, 90210 (O Novo Barrados no Baile ), Um Toque de Vida, Conversando Com Espiritos, A Garota do Blog, Quem É Samantha?, Brothers & Sisters, The Tudors, Dinheiro, Poder e Corrupção, Teoria do Big Bang, Os Feiticeiros De Waverly Place, que também correm o risco de não serem exibidas!!!

Nesse ano, a Rede Globo exibiu as duas temporadas de Prison Break, resta saber se em 2010 as duas últimas temporadas serão exibidas pela emissora!!! O SBT chegou a divulgar a exibição de The Mentalist, que seria aos domingos após a nova temporada de Supernatural, porém.....o que aconteceu? Mudança de horário!!!!

Se eu fosse relatar quantas vezes esperei as temporadas seguintes de séries que adorava....teria que escrever praticamente um outro texto. Resta, àqueles que realmente acompanham e gostam de boa programação e dos horários "imutáveis" recorrerem a tv por assinatura.

Abraço,
texto de: Giselle Lisboa da Matta
13/12/2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

2012


2012 com toda a certeza era um dos filmes mais aguardados desse ano. Pois bem, apenas em sua estreia (sexta feira 13/11), 2012 faturou cerca de R$ 40 milhões.
O filme relata a possibilidade do fim do mundo em 2012 através de sucessivos eventos apocalípticos previstos no antigo calendário da civilização Maia. O longa tem a direção de Roland Emmerich (Independence Day e O Dia Depois de Amanhã) e o elenco traz atores experientes como: John Cusack (Quarto 1408), Danny Glover (Máquina Mortífera), Woody Harrelson (Sete Vidas).
Em São Luís, 2012 está disponível em três salas do BOX CINEMAS:
Sala 7: a partir das 14:15
Sala 9: a partir das 13:45
Sala 10: a partir das 14:45
Abraço,
Giselle Lisboa da Matta
16/11/2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

MARANHÃO NA TELA - INSCRIÇÕES ABERTAS


O Maranhão na Tela oferecerá, no período de 16 a 20 de novembro, o curso de Teoria e História do Cinema, que será ministrado pelo Prof°. Dr. Tadeu Capistrano. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site: http://maranhaonatela.com.br/cursos/teoria-e-historia-do-cinema.

As aulas seguirão o seguinte programa:

1. O “inconsciente cinematográfico” e a modernização da percepção: 1.1. Espetáculos e aparatos protocinematográficos do século XIX; 1.2. A emergência do cinema entre a ciência e a magia: a racionalização do movimento e a projeção dos espectros fotossensíveis;

2. Cinema, narrativa e experimentação: 2.1. Montagem, melodrama e espetáculo; 2.2. A polivisão, a fotogenia e o cinema das vanguardas artísticas;

3. Cinema, tempo e política: 3.1. O Neo-Realismo italiano e o pensamento de André Bazin; 3.2. As reivindicações da Nouvelle-vague;

4. Cinema, globalização e multiculturalismo: 4.1. O intercâmbio das cinematografias estrangeiras; 4.2. Imagens locais, temas globais;

5. Cinema, imersão, interatividade e telepresença: 5.1. O cinema expandido e a realidade virtual; 5.2. Cine-instalações, caves e outras interfaces imersivas do (pós) cinema.



Abraço,
Giselle Lisboa da Matta
10/11/2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

THREE RIVERS


Desde Plantão Médico (E.R.), que ficou 15 anos no ar, uma sucessão de séries médicas é promovida por diversos canais. Temos grandes exemplos como: Dr. House, Grey's Anatomy, Private Practice que, além de sucesso mundial estão também muito longe de terminar. A novidade deste ano é o lançamento da série Three Rivers, que teve sua estreia em 28 de outubro, e adivinha? Também já é sucesso!! O interessante de Three Rivers está na abordagem sobre doação de órgãos.
Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, o ator Alex O' Loughlin, que interpreta o médico-cirurgião do Three Rivers Reginal Medical Center, afirma: “A série é sobre doação de órgãos, então, alguém tem que morrer para que alguém viva. Essas são as histórias de nossos personagens”. E deu algumas pistas sobre a história da sua personagem: “Andy é casado e ainda que esteja separado da mulher e morando em um hotel, ele ainda acredita que já ajeitará as coisas com Irena, pois ele ainda a ama(...). Ele nasceu em Pittsburgh e batalhou para fazer faculdade, já que nunca foi rico. Ele fez seu caminho por causa de sua tenacidade e esforço. Vamos descobrir, ao longo da série, mais sobre a origem dele e dos esqueletos que ele tem em seu armário, porque ele tem alguns”.
Ainda na entrevista, o ator falou sobre as diferenças entre Three Rivers e as diversas séries médicas: “Queremos entregar um drama sobre personagens que estão em um hospital e lidam com a questão dos transplantes. Esses personagens são ricos e os atores qualificados. Estamos buscando algo diferente em visual e ritmo. Mas, claro, haverá romances e outras coisas boas”.
Na vida real, o ator Alex O’Loughlin é engajado na causa sobre doação de órgãos. Ele é o porta-voz da organização americana Donate Life America, destinada a incentivar e conscientizar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos: "(...) sou oficialmente um doador. Tenho o cartão dizendo que eu sou um doador de órgãos e tecidos. (…) Quando li o roteiro (de Three Rivers), uma das primeiras coisas que me veio foi o potencial para estimular o serviço comunitário, esse tipo de ideia filantrópica que talvez estaria envolvendo o Donate Life America, ou qualquer organização que viria com a gente".
Tudo isso faz com Three Rivers seja uma grande aposta do canal norte-americano CBS. No Brasil, a série é exibida pela Universal Channel.

Confiram a série!!!
Abraço,
Giselle Lisboa da Matta
06/11/2009


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

BREVE HISTÓRIA DO CINEMA




O cinema é “como um vasto e complexo fenômeno sócio-cultural compreendendo importantes aspectos econômicos e financeiros: trata-se de um conjunto multidimensional” (METZ, 1980: p.7). Para Ricciotto Canudo, cinema é a “sétima arte”. Dentro da complexa indústria cinematográfica está a chamada obra – fílmica.

No século XVII começa a história dos precursores do cinema com o jesuíta alemão Athanasius Kircher (1601-1680) e a construção da primeira lanterna mágica. Em 1660, o matemático dinamarquês Wangenstein exibira em Roma uma lanterna que utilizava luz artificial. A partir da combinação da lanterna mágica com as imagens fixadas em filme e, por conseguinte, a invenção da fotografia, fora aberto o caminho para a invenção do cinema. Porém, ainda faltava o movimento.

No século XIX progridem as pesquisas para a produção de imagens em movimento. O francês Georges Demey termina a fase preparatória da invenção do cinematógrafo. Em 1891, Demey consegue reproduzir, através do seu phonoscope, o movimento da palavra e o jogo fisionômico de um homem pronunciando: Je vous aime.
Em 28 de dezembro de 1895 ocorre, no subsolo do Café du Boulevard des Capucines, em Paris, a primeira projeção pública organizada pelos irmãos Lumière. Este acontecimento marca oficialmente o início do cinema. No decorrer da sua evolução destacam-se o Cinema Mudo e o Cinema Sonoro (no dia 6 de outubro de 1927, o cinema falou pela primeira vez com a estreia de The Jazz singer).
Na necessidade em constituir uma linguagem e legitimar-se como arte e expressivo meio de comunicação, o cinema buscou, principalmente em seu início, intensificar sua aproximação com a literatura. O filósofo Marshall McLuhan (1964) argumenta sobre a necessidade que uma nova mídia em seu surgimento apresenta em formar o seu conteúdo a partir da apropriação do conteúdo de uma mídia precedente, já estabelecida, transformando-o.
A partir de 1916, o cinema parte para uma maturidade lingüística. Teóricos tentam escrever gramáticas cinematográficas. Segundo Jean Claude Bernardet (1985), "um princípio fundamental para a manipulação e compreensão da linguagem cinematográfica é entender que os elementos constitutivos dessa linguagem dependem essencialmente da relação que estabelecem com outros elementos" (1985, p.20).
O cinema desenvolve-se no espaço, onde o movimento das imagens traz a ideia de tempo. O ritmo é bastante acelerado, pois há presença de cenários (externo ou interno, ou ainda, externo e interno); limite de tempo, geralmente um filme tem duração de quase duas horas; trabalha com ângulos, planos (long-shot, plano geral; medium-shot; close-up, primeiro plano e outros); efeitos sonoros, luz, formas, música, entre outros.

Christian Metz (1980), em sua obra Linguagem e Cinema, faz a divisão entre fato cinematográfico e fato fílmico, segundo a autora o fato fílmico é um objeto bem mais limitado, um discurso significante localizável (texto), enquanto que o fato cinematográfico constitui uma indústria complexa que engloba diversos fatores.

O cinema é uma arte muito recente, mas que possui um grande alcance constituindo, assim, um poderoso instrumento de comunicação de massa. Para Roman Jakobson (2007, p.153) "o cinema é um fato social cotidiano, de massa, que ultrapassa todas as outras artes". O mundo do cinema desperta a necessidade do sonho, da imaginação. Além de entreter, o cinema se apresenta também como forte instrumento ideológico.

Abraço.
Texto de Giselle Lisboa da Matta
02/11/2009

domingo, 1 de novembro de 2009

O PRIMEIRO LONGA DA COMPANY FILMS

A Company Films, produtora de Keanu Reeves e Stephen Hamel, terá o seu primeiro longa metragem. A comédia romântica Henry’s Crime será protagonizada e produzida por Keanu Reeves, já a produção executiva ficará com Scott Fisher (através da sua produtora Frist Star Films).
As gravações iniciarão em novembro deste ano e acontecerão na cidade de Buffalo. O filme contará a história de Veville (personagem de Keanu Reeves), que é falsamente acusado de roubar um banco em Buffalo. Além de Reeves, o ator James Cann e a atriz Vera Farmiga (Outono em Nova York) foram confirmados. A direção será de Malcolm Venville.
Abraço,
Giselle Lisboa da Matta/ 01 de novembro, 2009.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

PRA TUDO TEM LIMITE!!!


Tudo bem que Michael Jackson era um excelente cantor e bailarino e que ainda tem milhões de fãs, eu mesma até início da década de 90 era super fã; mas...gente....tudo nessa vida tem um limite!!!

O longa "This is it" (direção de Kenny Ortega) pode concorrer ao Oscar de Melhor Filme, em 2010!!! O que dizer...? Só pode haver um fanático por Michael Jackson na Comissão Julgadora do Oscar, ou então, está faltando competência para a indústria cinematográfica hollywoodiana lançar filmes dignos de Oscar, ou ainda, a busca por altos índices de audiência (jogada de marketing)!!!
"Segundo Leslie Unger, porta-voz da Academia de Ciências e Artes Cinematográficas, para disputar uma vaga entre os indicados a melhor filme, a produção deve ficar em cartaz durante no mínimo sete dias em Los Angeles. Ela acrescenta que "This is it" também pode ser considerado para outras categorias, como edição e som"(http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1360064-7086,00-THIS+IS+IT+PODE+CONCORRER+AO+OSCAR+DE+MELHOR+FILME.html).

Já pensaram...Cerimônia do Oscar...de repente, um ator ou uma atriz anuncia o Oscar para Melhor Filme..."and...The Oscar goes to.......... This is it"..... ai ai, só rindo mesmo!!!!

Abraço,
Giselle Lisboa da Matta
30/11/2009

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

"THIS IS IT" - MICHAEL JACKSON


Os fãs e admiradores do trabalho de Michael Jackson podem, a partir de hoje, assistir ao documentário mais aguardado. "This is it", dirigido por Kenny Ortega (de High School Musical) exibe os bastidores dos últimos ensaios para a turnê "This is it" que marcaria o retorno de Michael Jackson aos palcos.
Em sua pré-estreia (terça feira, 27/10), o documentário levou inúmeros convidados e fãs para os cinemas em diversos países. O filme ficará em cartaz apenas por duas semanas. Mais informações, vejam o site oficial do filme no Brasil.

Segundo a Sony Pictures Entertainment, o filme já é sucesso de bilheteria, tendo a venda de ingressos esgotada antecipadamente. Em Londres, por exemplo, as vendas antecipadas superaram até as de filmes populares, como "Harry Porter" e "Senhor dos Anéis".

Em "This is it" é possível constatar o Michael Jackson metódico, perfeccionista e brilhante. Além disso, mostra a grandiosidade que marcariam as apresentações do cantor nessa turnê (aliás, bem típico de Michael Jackson).

Em São Luís, o documentário já está sendo exibido a partir das 14:30 (Box Cinemas-http://www.boxcinemas.com.br/complexo_local.asp?id_complexo=16)

Abaixo, confiram o trailer oficial do filme "This is it"

Abraço,
Giselle Lisboa da Matta
28/10/2009

Pesquisado em:




























sábado, 24 de outubro de 2009

A Febre dos Remakes


Olá, amigos!!

Em outra ocasião, eu falei sobre a moda de Hollywood em investir em sequências, pois bem, além disso, Hollywood vive a febre dos remakes (destaque para os filmes dos anos 80). Isso indicaria falta de criatividade ou busca por orçamentos melhores?

Os produtores afirmam que hoje está sendo comum reverem listas de sucessos de décadas passadas para analisar o que poderia ser refilmado. E os anos 80 viraram uma grande feira de títulos, uma vez que os filmes além de histórias inesquecíveis, tiveram também trilhas sonoras que são sucesso até os dias de hoje. Estão na lista dos remakes: "Fame"; "Footloose - Ritmo Louco"; "Tudo por uma esmeralda", "A hora do pesadelo", "Duna", "Karatê Kid", "Amanhecer violento", "Robocop - O policial do futuro", "O reencontro", "Arthur - O milionário sedutor"e "História sem fim" são apenas alguns dos títulos dessa década que estão sendo desenvolvidos novamente em Hollywood.
Para alavancar os orçamentos de Hollywood, os remakes e as refilmagens são lucrativas, porque além de trazerem o público antigo para o cinema, despertam também a curiosidade do público teen.
"Hoje em dia, se você quer fazer um filme, pode empurrar uma pedra grande morro acima ou pode empurrá-la no plano", disse um produtor de estúdio, explicando a lógica por trás dos remakes. "A maioria de nós prefere empurrar no plano."

O público pode aguardar, pois já estão confirmados os remakes de:

FAME: a história apresenta o dia a dia de jovens dançarinos, cantores e artistas que enfrentam desafios para alcançar a fama, enquanto estudam na tradicional escola New York City High School of Performing Arts. O filme estreia em 6/11/2009 nos cinemas brasileiros. O remake trará apenas duas canções do repertório original: Fame e Out Here On My Own. A canção Fame, no filme original, revelou a atriz e cantora Irene Cara. No elenco estão: Debbie Allen, que representou a professora durona de dança em 1980, retorna no elenco do remake. Kelsey Grammer, Megan Mullally, a estrela da Broadway Bebe Neuwirth e o ator de Hollywood Charles S. Dutton completam a lista de rostos conhecidos que fazem os papéis de professores. O filme conta também com um elenco de atores jovens em sua maioria desconhecidos. Direção de Kevin Tancharoen, enquanto no original foi de Alan Parker.

KARATÊ KID: com um novo título "Kung Fu Kid", o remake de "Karatê Kid" será protagonizado por Jack Chan (que viverá o Senhor Han, versão atualizada do Senhor Miyagi- que fora interpretado pelo ator Pat Morita) e Jarden Smith (que será o pupilo Dre, também uma versão atualizada de Daniel San). Jarden, o filho de Will Smith (um dos produtores desse remake), já ganhou a aprovação de Ralph Macchio (o Daniel Larusso). As filmegens já começaram.

FOOTLOOSE: A Paramount divulgou a data de lançamento do remake de "Footloose - Ritmo Louco" (1984) nos cinemas norte-americanos para 18 de junho de 2010, no Brasil a exibição está prevista para fevereiro de 2011. Ainda não foi definido o ator que viverá Ren Mc Cormack, personagem de Kevin Bacon, no filme original. Estão cotados para o papel Chace Crawford (ator do seriado de TV Gossip Girl) e Zac Eforn (de High School Musical). No original, o filme contou com a direção de Herbert Ross e a participação de atores como Sarah Jessica Parker (Sex and City - O Filme) e Dianne Wiest (Tiros na Broadway), recebeu indicação ao Oscar como Melhor Canção Original. A trilha sonora, com canções escritas pelo roteirista Dean Pitchford, tornou-se um imenso sucesso de vendas. No remake, que terá direção de Kenny Ortega, a história receberá coreografias inéditas, porém a história permanecerá a mesma: um garoto da cidade grande apaixonado por dança, se muda pra uma cidadezinha e tem que enfrentar os preconceitos da população local.

ROBOCOP: a MGM quer lançar o remake de "Robocop" já em 2010. O diretor será Darren Aronofsky ("Fonte da vida" e "Réquiem para um sonho") e o roteirista será David Self ("Estrada para a perdição").

Bem, se essa febre continuar, veremos remakes de "Flashdance" (que inclusive foi cogitada a ideia e teria Jennifer Lopez no papel principal), "O Sol da Meia Noite", "Tootsie", "De Volta para o Futuro"...e por aí vai!!! Quem não teve o privilégio de ter nascido na década de 80, poderá se divertir com os remakes (pena que nem sempre conseguem abarcar a mesma emoção que tiveram na época). Só tenho que agradecer por ter nascido na década de 80, a melhor década rsrsrs !!!!

Abraço,
Giselle Lisboa da Matta
24/10/2009

Pesquisado em:




Assistam aos trailers da versão original(1980) e do remake (2009) de Fame:

http://www.youtube.com/watch?v=fRPca0Lvp1w










quinta-feira, 22 de outubro de 2009

UMA VIAGEM PELA "SCI FI" - "Episódio III"- O Ciberpunk




















1.2- Ciberpunk e os conceitos de Ciberespaço e Cibercultura
Olá, amigos! Continuarei com o estudo sobre a história e as características da Ficção Científica. Falarei, nesse episódio, sobre a quarta fase desse gênero literário e os conceitos que surgem, a partir do Ciberpunk:

No início da década de 80, o Ciberpunk[1] surgira como subgênero da literatura de ficção científica. A construção do termo fora a partir da junção de outros dois termos: ciber – de cibernética[2] e da palavra grega kubernetes, que se refere a governo e controle – e do punk ­– movimento cultural e ideológico de contracultura e contestação ocorrido no final da década de 70 e início dos anos 80. Porém, o termo Ciberpunk está no título de um conto que narra aventuras de hackers adolescentes, escrito pelo norte-americano Bruce Bethke e publicado na revista Amazing Stories, em 1984. Os principais escritores tomaram o termo Ciberpunk como empréstimo para batizar o movimento que fora impulsionado pelo lançamento do filme Blade Runner (1982), de Ridley Scott e, fundamentalmente com a publicação de Neuromancer (1984), do escritor norte-americano William Gibson. Ambas trouxeram, em estilo e linguagem, uma outra forma de ler e refletir ficção científica, semelhantemente ao que poucos escritores como Aldous Huxley e George Orwell, já haviam feito em sua obras. Segundo o pesquisador Fábio Fernandes (2003):
Até então, a ficção científica era conhecida do grande público por características, ou tropos, que o cinema transformou em clichês graças a uma super exposição ao longo de décadas, entre os quais cientístas loucos, robôs galopantes, espaçonaves trovejantes [...]. O fã de cinema já estava acostumado a roteiros em que inovações tecnológicas dominavam a narrativa em detrimento de uma elaboração mais consistente de personagens. Na literatura, isso também acontecia, graças a autores com formação científica e pouca preocupação com o estilo (FERNANDES, 2003, p. 01).

Aliás, será através da obra Neuromance, que Gibson nos apresentará o conceito de ciberespaço e lançará as bases para o que seria denominado de cibercultura em literatura. Mas antes de abordarmos sobre esses conceitos, exporemos brevemente, a estória de Neuromancer, uma vez que a partir desta obra, as características do ciberpunk tornaram-se amadurecidas: Case é um hacker[3] norte-americano residente em uma megalópole devastada pela Terceira Guerra Mundial que luta contra uma megacorporação que aprisona os indivíduos. Como punição, por invadir o banco de dados dessa corporação, Case recebe um implante, uma espécie de toxina que danifica seu cérebro, e com isso o impede de estar no ciberespaço. Nesse romance encontramos a violência, o cenário da cidade devastada e o aspecto sombrio, a inteligência artificial, os implantes – os plugues na nuca, os implantes oculares e as lâminas nas unhas – as drogas, as megacorporações, os ciborgues, a cultura japonesa – já que Case é exilado em uma região do Japão, onde conhece Molly, uma samurai japonesa – o misticismo e a filosofia. Cabe também a Gibson o conceito de jack in – ou seja, a conexão do cérebro através de um plugue implantado na nuca – e com isso ter acesso ao ciberespaço. Essa obra influenciou diretamente a trilogia fílmica The Matrix, de Andy e Larry Wachowski.
Quanto às megacorporações ou grandes multinacionais, estas representam uma crítica às instituições, seja o poder totalitário do Estado ou por outras formas de controle que exercem sobre o indivíduo, como vemos na obra 1984, de George Orwell:
Uma olhada mais próxima [dos autores ciberpunks] revela que retratam quase sempre à sociedades futuras com governos absurdos e patéticos [...] Contos populares de ficção científica de Gibson, Cadigan e outros são quase uma representação Orwelliana da acumulação do poder no próximo século, mas quase sempre em mãos secretas mais endinheiradas ou em corporações de elite (BRIN, 1998, p. 01).

Ainda podemos observar influências góticas que se referem à violência, no qual os corpos estão sujeitos, como já dissemos anteriormente, à instabilidade do eu, à exposição de paisagens urbanas sombrias, sujas, devastadas e clautrofóbicas. Além disso, encontramos características de movimentos, tais como: o decadentismo, o simbolismo, a New Wave, os beatniks, os californianos[4] e o próprio punk que trouxeram ao ciberpunk:
▪ personagens – especificamente os protagonistas – são heróis, solitários, inadaptados a um sistema, paranóicos, com crises existenciais, que vivem trajetórias tortuosas e que não conservam a memória, a não ser em fragmentos, visionários e em muitos casos nostálgicos e utópicos, por exemplo, Winston e Neo – protagonistas da obra 1984, de George Orwell e da trilogia fílmica The Matrix, de Andy e Larry Wachowski, respectivamente. Ambos representam andarilhos num ciberespaço, ou na perspectiva da pesquisadora Adriana Amaral (2003, p. 03) “andarilhos trazidos das estradas empoeiradas do ciberespaço”. Sendo assim, Winston e Neo destacam-se, não apenas por trilharem trajetórias tortuosas, pertencentes ao típico andarilho, mas por lutarem contra um sistema que aprisiona o ser humano de tal forma que o priva de sua subjetividade e individualidade, de sua autonomia física e mental.
▪ questões filosóficas como: a tradição cartesiana mente/corpo – a valorização da mente em detrimento do corpo; o confronto homem e máquinas, o orgânico e o artificial; as dicotomias real/virtual, real/sonho, verdadeiro/falso, identidade/existência; o niilismo, que segundo Baudrillard realiza-se “inteiramente já não na destruição, mas na simulação e na dissuasão” (1991, p.195).
▪ narrativas que retratam o presente angustiante em um futuro aterrorizador e distópico. Apontemos, como exemplo, as obras 1984, de George Orwell e The Matrix, de Andy e Larry Wachowski. Segundo George Orwell:
[1984] is a novel about the future [...] it is intended as a show-up of the perversions to which a centralised economy is hable, and which have already been partly realised in Communism and fascism [...] Totalitarian ideas have taken root in the minds of intellectuals every where, and I have tried to draw there ideas out to their logical consequences (PAVLOSKI apud MEYERS, 1975, p. 145)[5].

Além de The Matrix, citemos como exemplo, as obras fílmicas V de Vingança (2001), ambas dirigidas por Andy e Larry Wachowski e Equilibrium (2002), direção de Kurt Wimmer.
Quanto ao conceito de ciberespaço quando criado, representava um espaço virtual pleno de conteúdo onde fosse possível a apreensão e a troca de informações. Porém, era preciso estar conectado à esse ciberespaço – seria a ideia de entrar na Matrix. William Gibson definira assim o ciberespaço, em sua obra Neuromancer (1984):

Uma alucinação consensual diariamente experimentada por bilhões de operadores legítimos, em cada país, por crianças a quem são ensinados conceitos matemáticos... Uma representação gráfica de dados extraídos de bancos de cada computador do sistema humano. Complexidade impensável. Linhas de luz alinhadas no não-espaço da mente, clusters e constelações de dados. Como luzes da cidade, afastando-se[...][6]

Nas décadas de 40 e 60 tivemos os primeiros computadores. O mainframe – um gigantesco computador central – que a princípio era de uso exclusivo dos militares, posteriormente puderam ser acessados por civis. Na década de 70, com a comercialização de microprocessadores e do movimento de contracultura da chamada ideologia californiana inaugurara-se uma nova fase para a indústria de automação, pois permitera que setores do terciário e cada indivíduo tivessem computador.
Ressaltemos que a rede mundial de computadores – ou Internet – surgida no período da Guerra Fria era acessada exclusivamente por militares. Somente nas décadas de 70 e 80, o acesso expandiu-se para os meios acadêmicos, e principalmente nos Estados Unidos, professores e alunos faziam pesquisas e comunicavam-se utilizando a rede mundial de computadores.
Na década de 80, iniciara-se a digitalização. A informática fora incorporada à setores de telecomunicação, editoração, cinema, em produção e gravação de músicas e televisão. Esse período constituíra uma virada para a informática, pois a partir do final dessa década e início dos 90, um movimento sócio-cultural permitirá que um maior número de pessoas e de computadores estejam conectados à inter-rede. Segundo Pierre Lévy (1999):
Como no caso da invenção do computador pessoal, uma corrente cultural espontânea e imprevisível impôs um novo curso ao desenvolvimento técnico-econômico. As tecnologias digitais surgiram, então, como infra-estrutura do ciberespaço, novo espaço de comunicação, de sociabilidade, de organização e de transação, mas também novo mercado da informação e do conhecimento (LÉVY, 1999, p.32).

No ano de 1990, a World Wide Web[7] fora desenvolvida e surgiram navegadores como, por exemplo, o Internet Explorer da Microsoft. A partir deste momento o acesso à Internet crescera em ritmo muito acelerado e nos dias atuais, em que quase todo o indivíduo tem acesso a um computador, estar conectado é uma necessidade e uma urgência, pois todos os setores e instituições estão interconetados. A capacidade de comunicação a partir dessa interconexão é o conceito de ciberespaço.
Na relação entre tecnologia, sociedade e a valorização do conhecimento está a cibercultura. Para Lévy (1999, p.17) o termo especifica: “o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modo de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço”.
A partir desses conceitos, podemos refletir sobre os seguintes aspectos: novamente a relação homem e máquina – por exemplo, a vigilância e o controle através do uso da tecnologia, que tornaram-se mais eficientes; maior possibilidade de manipulação da informação; a virtualização do real – uma vez que esse contexto proporciona a dicotomia real/virtual e as consequentes desterritorialização, esvaziamento das fronteiras e da distância espaço-tempo. Nessa perspectiva de real e virtual, surgem teóricos como Jean Baudrillard que nos apresenta, através da ideia de precessão dos simulacros, a desertificação do real, a “abolição das distinções reais” (BAUDRILLARD, 1997, p. 24) e a existência de uma hiper-realidade em um hiperespaço. Segundo o filósofo francês, “simular é fingir ter o que não se tem” (BAUDRILLARD, 1991, p. 09), por isso remete à uma ausência, sendo assim, o que há é uma ausência da realidade, pois:

O real é produzido a partir de células miniaturizadas, de matrizes e de memórias, de modelos de comando – e pode ser reproduzido um número indefinido de vezes a partir daí. Já não tem de ser racional, pois já não se compara com nenhuma instância, ideal ou negativa. É apenas operacional. Na verdade, já não é o real, pois já não está envolto em nenhum imaginário. É um hiper-real, produto de síntese irradiando modelos combinatórios num hiperespaço sem atmosfera (BAUDRILLARD: 1991, p.08).

E nesse cenário de simulação, na perspectiva de Baudrillard, realiza-se o niilismo. Sendo assim, não será possível pensarmos – partindo das ideias de ciberespaço, hiperespaço e hiper-realidade – que tudo isso impelirá para uma alienação – no sentido de estar alheio ao seu posicionamento num mundo no qual questiona-se o que é verdadeiro/falso? Que os problemas sobre a identidade, subjetividade e privacidade do indivíduo serão acentuados? E pensarmos ainda, sobre a capacidade de emersão de dispositivos ou sistemas controladores que serão mais concretos.

[1] No original Cyberpunk
[2] Termo cunhado, em 1948, pelo matemático Nobert Wiener que vincula-se à noção de controle aliado à tecnologia e à relação homem-máquina.
[3] Na obra ele é apresentado como um cowboy do ciberespaço.
[4] Ideologia Californiana, movimento de contracultura da década de 60 que proporcionou a invenção do computador pessoal.
[5] Tradução: [1984] é um romance sobre o futuro [...] o objetivo é apresentar uma amostra das perversões que uma economia centralizada está sujeita, e que em parte já foram realizadas pelo Comunismo e fascismo... Ideias totalitárias se implantaram nas mentes de intelectuais por toda parte, e eu tentei projetar essas ideias a partir de suas consequências lógicas.
[6] Disponível em: http://www.citi.pt/homepages/espaco/html/william_gibson.html
[7] Desenvolvido pelo norte-americano Tim Berners Lee.

Texto de Giselle Lisboa da Matta
22/10/2009

Abraço

sábado, 17 de outubro de 2009

Lucrando com Sequências!!!








Comentei, aqui nesse blog, sobre as possíveis sequências de Homem Aranha, Batman e Caça Fantasmas. Bem, ultimamente, o lucrativo em Hollywood é fazer sequências de filmes. Então, fiquem de olho, porque provavelmente chegarão às telonas as continuações de:
Missão Impossível: o ator Tom Cruise e o diretor J.J. Abrans conversaram sobre um possível Missão Impossível 4. Além de Cruise, a atriz norte-americana Michelle Monaghan mostrou-se interessada em atuar nessa sequência.
Sex and The City: as atrizes Sarah Jessica Parker, Kim Cattral, Cynthia Nixon e Kristin Davis estão contentes com a confirmadíssima sequência do filme. Sex and The City 2 contará também com a presença das atrizes Penélope Cruz, Miley Cyrus e Liza Minelli.
O cinema nacional não poderia deixar passar em branco a sequência de um filme que foi, ou é, osso duro de roer. Tropa de Elite 2 foi confirmado, as filmagens terão início no dia 14 de janeiro de 2010 e terá direção de José Padilha. O elenco contará com a presença de Wagner Moura (agora como ex-capitão do Bope, Nascimento trabalhará na Secretária de Segurança do Rio de Janeiro), Selton Mello e Fernanda Machado.

Agora, acreditem!! Vem ai Jogos Mortais 8!! Quantos ainda terão?!!! E ainda rende bilheteria !!! O Sétimo longa metragem ainda está no forno e o oitavo longa da série já está sendo planejado. Quem afirmou isso foi o próprio produtor Mark Burg. Jogos Mortais 8 provavelmente será produzido em 3D. Mas até o oitavo filme sair, o público brasileiro poderá conferir o sétimo da série em 2010.
Ah!! Mais uma sequência de Indiana Jones pode também chegar aos cinemas, mas depois conto mais detalhes. Até lá!!!
Abração,
Giselle Lisboa da Matta
17/10/2009

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Maranhão na Tela

Olá, amigos!!

O Maranhão, há alguns anos, tem investido mais em produções e eventos que envolvem a Sétima Arte. Temos, por exemplo, o Festival Guarnicê de Cinema (http://www.festivalguarnice.com.br/index.php), o Maranhão Vídeos de Bolso (http://mavideosdebolso.blogspot.com/2009/04/abertura-do-ma-videos-de-bolso.html), porém quero compartilhar com vocês a proposta do Maranhão na Tela, um projeto sócio-cultural que incentiva a produção audiovisual no Maranhão e que, infelizmente, poucos conhecem. Esse projeto fornece, ao longo do ano, oficinas, cursos e exibições de filmes e documentários. As atividades iniciaram em 17 de agosto e encerrarão em 06 de dezembro de 2009.

Fiquem de olho, pois o Maranhão na Tela está repleto de atrações para os próximos meses como, por exemplo, a exibição de Nome Próprio, direção de Murilo Salles. O elenco traz a atriz Leandra Leal que, inclusive, confirmou presença no Maranhão na Tela para divulgação desse filme.

Mais informações sobre o Maranhão na Tela: http://www.maranhaonatela.com.br/


Abraço,
Giselle Lisboa da Matta
16/10/2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

HOMEM ARANHA, BATMAN E CAÇA FANTASMAS GANHARÃO SEQUÊNCIAS













PARA CRIANÇAS E ADULTOS,
CONFIRMADAS AS SEQUÊNCIAS:

As filmagens de Homem-Aranha 4 começarão em 2010, confirmou o diretor Sam Raimi. Permanecerão no elenco o ator Tobey Maguire e a atriz Kirsten Dunst. A exibição de Homem Aranha 4 está prevista para chegar aos cinemas só em maio de 2011.

Outro herói dos quadrinhos que ganhará sequência em 2011 é Batman. As filmagens começarão, de acordo com o ator Gary Oldman, em 2010. A direção permanecerá com Christopher Nolan e o papel do Homem Morcego continuará com o ator Christian Bale. Provavelmente, a sequência contará com a participação da Mulher Gato.

Agora a grande surpresa para quem aconpanhava os desenhos e para aqueles que assistiram aos filmes na década de 80. Podem gritar!!!!
Vem aí Caça Fantasmas 3, confirmou o diretor da saga Ivan Reitman. O filme contará com alguns atores que estiveram nos dois primeiros filmes, inclusive a atriz Sigourney Weaver.
Será que vamos escutar o som da famosa sirene novamente e da canção (que inclusive ganhou Oscar) Ghostbusters ?(There's something strange in the neighborhood...Who you gonna call?...Ghostbusters!...)
Vamos aguadar!!!
Curtam o clipe da música Ghostbusters:

Abraço.
Giselle Lisboa da Matta
12/10/2009
Pesquisado em:












domingo, 11 de outubro de 2009

Para os fãs e apreciadores de Star Wars!!!

Está em turnê pelos Estados Unidos e Canadá o "Star Wars in Concert". As músicas do compositor John Williams dos seis longas-metragens da série são tocadas por uma orquestra sinfônica.

A estrutura montada para esse mega evento multimídia traz também telões (aliás megatelões), clipes dos filmes e narração (ao vivo) do ator britânico Anthony Daniels, que interpretou o robô C3PO.

Para 2010 está prevista uma turnê mundial.

Como diria mestre Ioda: "Torcer para que venha ao Brasil devemos."

Giselle Lisboa da Matta
11/10/2009




sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Episódio II - Até a New Wave



Olá, amigos! Abordaremos, nesse segundo Episódio, um panorama histórico da Sci Fi até a terceira fase, chamada New Wave.


1.1- Panorama histórico da Ficção Científica

A Ficção Científica está convencionalmente dividida em quatro períodos. Abordaremos neste espaço apenas os três primeiros e suas principais características. O quarto período apresentaremos juntamente com os conceitos de cibercultura e ciberespaço.

1- O período Clássico (1818 – 1938) compreendera obras que transitaram entre o pessimismo e o otimismo; a utopia e a distopia. Comecemos por Frankenstein (1818) que, como já dissemos, abordara com certo pessimismo as intervenções da ciência e suas implicações para o homem, da mesma maneira que a obra O Médico e o Monstro (1886), de Robert Louis Stevenson. Por outro lado, podemos observar obras que exemplificam o otimismo e o ideal utópico, como Uma utopia moderna (1905) e Homens como deuses (1923), ambas de H.G.Wells. Porém, essa perspectiva otimista começara a ser deslocada para obras que exploram um caráter cético e pessimista ao abordarem a presença de uma arquitetura opressora, o controle social e o sistema distópico como em Admirável Mundo Novo (1932) de Aldous Huxley.
Ainda nesse período, é possível observarmos algumas narrativas de ficção científica que abrangeram assuntos como: a presença de um cientista louco, em The Birthmark (1840), de Nathaniel Hawthorne; a existência de uma raça superior ou super-homens – os Vril – que vivem no subterrâneo, em A Raça do Futuro (1871), do escritor inglês Edward Bulwer Lytton; a ênfase na viagem através do tempo como em A Máquina do Tempo (1888), o cientista com ideias elevadas e homem com super poderes em O Homem Invisível e invasões alienígenas em A Guerra dos Mundos (1898), obras de H.G.Wells; viagens mais rápidas que a luz, em The Mightiest Machine (1934), de John W. Campbell, aliás apontado por muitos estudiosos desse gênero como o primeiro autor a “invocar” o conceito de hiperespaço.
Nesse período, floresceram as revistas de aventuras siderais, as Pulps e as Comic Strips a partir de 1926 com a publicação das Amazing Stories e Science Wonder Stories. As estórias exploravam, além dos assuntos já enfatizados, o heroísmo, os mundos exóticos, as civilizações alienígenas, os robôs, monstros dentre outras características que serão desenvolvidas também pela Época Dourada, o próximo período.
Destaquemos que a primeira produção cinematográfica do gênero ficção científica considera-se Metropolis (1927), com direção de Fritz Lang. O filme apresenta uma estória ambientada no século XXI e narra a disputa entre uma elite privilegiada que mora na superfície – onde há o Jardim dos Prazeres – e os operários escravizados que trabalham e moram abaixo da superfície – na Cidade dos Operários. Metropolis é governada por um tirano – Freder – cujo único filho apaixona-se por Maria – a líder espiritual dos escravos. No filme há também a figura de um cientista louco que inventa um robô a semelhança do homem, apresenta ainda a ideia de clones e a visão de um mundo cheio de máquinas.

2- Na Idade do Ouro ou Época Dourada (1938 – 1960), os escritores se profissionalizaram ao aplicar assuntos mais técnicos e científicos em seus textos; as revistas pulps se popularizaram e além das publicadas por Gernsback, outras do mesmo gênero foram editadas: Astounding Science Fiction[1], Starling Stories, Weird Tales, Unknown e The Magazine of Fantasy & Science. As produções aumentaram e as estórias encontraram grande aceitação e público, principalmente nos Estados Unidos.
Tanto nas revistas quanto em alguns textos literários, os temas explorados no período clássico foram mantidos e somados à presença de outros temas, tais como: o controle demográfico, a possibilidade de um governo mundial, os computadores, a aldeia global, a clonagem, os seres humanos biônicos, a engenharia genética. Algumas obras e seus autores destacaram-se a partir desse período: Eu, Robô (1950), O Império Galáctico (trilogia de 1950 – 1952), a série Lucky Star (1952 – 1958), a Trilogia da Fundação (1951 – 1953), de Isaac Asimov; From Unknown Worlds (1948), The Astounding Science Fiction Anthology (1952), de John W. Campbell; o conto The Sentinel (1951), e A Cidade e as Estrelas (1951), do escritor britânico Arthur C. Clarke.
Um fato histórico que vale ressaltar é o surgimento dos primeiros computadores – mais precisamente calculadoras programáveis cuja função era amazenar programas – a partir de 1945, na Inglaterra e nos Estados Unidos, mas até então eram restritos aos militares, apenas a partir da década de 60 foram destinados para uso civil.
Uma produção cinematográfica que reflete bem as características vigentes na Idade do Ouro da ficção científica é O Dia em que a Terra parou (1951), de Robert Wise. O filme traz a ideia de um alienígena – Klaatu que é fisicamente semelhante ao homem – em missão na terra. Refilmado em 2008 e com direção de Scott Derrickson, O Dia em que a Terra parou diferencia-se da versão original, apenas pelo fato de Gort – o amigo que acompanha Klaatu – não ser um robô, mas um ser biológico.
Apesar desse período enfatizar bastante o otimismo e os benefícios científicos, é possível observarmos algumas características do romance gótico, tais como:
[..] os experimentos no corpo humano, o medo do outro – que aparece no contato com os aliens, robôs e ciborgues – e a tentativa de atingir a imortalidade. Contudo, a subjetividade e a questão da identidade do indivíduo, presentes no gótico, parecem estar escondidas entre as batalhas intergalácticas (AMARAL, 2004, p.04).
Apesar de cronologicamente as duas maiores obras de George Orwell – A Revolução dos Bichos (1945) e 1984 (escrita em 1948 e publicada em 1949) estarem situadas nesse período da ficção científica, observaremos que ambas apresentam um liame mais direcionado para uma crítica social e política, como a contestação a uma determinada forma de sistema, diferentemente dos temas abordados pela maioria dos autores dessa fase. E a tecnologia apresentada em 1984 serve como dispositivo de poder e controle, portanto, constataremos com maior ênfase as características advindas, principalmente, do quarto período da ficção científica, o Ciberpunk.

3- A New Wave[2] (1960 – 1980) refletira influências advindas do contexto pós-guerra e da geração beatnik[3] somado ao bucolismo, que retorna graças a ideologia hippie, interferindo na produção e nas estórias de ficção científica. Esse período, segundo Adriana Amaral (2004, p.05), “promoveu uma profunda experimentação de estilo, incorporando as gírias das ruas na linguagem, além de uma profunda impregnação de descrições de sexo e violência”.
Os temas abordados pela New Wave extrapolaram o campo das ciências exatas – até então muito enfatizadas pelos períodos anteriores – abrangendo temas do campo das ciências humanas. Alguns dos temas desenvolvidos foram: sistema contra o cidadão, o Estado como policial e os conflitos raciais. As personagens são geralmente retratadas, de acordo com Adriana Amaral (2004, p. 05), como heróis solitários, paranóicos – que questionam as fronteiras do que seja a realidade – pessimistas e angustiados por questões existenciais e pelas possíveis relações de poder seja com a sociedade, instituições, tecnologia, quanto com o próprio indivíduo. Nessa fase, a subjetividade dos romances góticos fora resgatada, porém o medo em relação ao outro ainda persistira. Os principais autores dessa fase são Samuel Delany, Bruce Sterling, Brian Aldiss, J.G. Ballard, Harry Harrison, John Brunner, Philip K. Dick, entre outros.
Nesse período, alguns filmes ainda abordaram temas das fases anteriores, porém com um caráter muito mais reflexivo e crítico. Destaque para: 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968), direção de Stanley Kubrick, Planeta dos Macacos (1968), direção de Franklin J. Schaffner, Laranja Mecânica (1971), direção de Stanley Kubrick, o início da série Star Wars (1977), direção de George Lucas e Contatos Imediatos do 3° grau (1977), direção de Steven Spielberg.
Alguns fundamentos da New Wave estarão no quarto período da ficção científica o Ciberpunk, considerado não somente um subgênero da literatura de ficção científica, mas um movimento no âmbito sócio, político e cultural.

[1] O editor dessa revista foi o estadunidense John Wood Campbell, a partir da década de 30.
[2] Nome lançado a apartir da publicação da revista New Worlds, cuja editoria era do inglês Michael Moorcok.
[3] Considerado o primeiro movimento de contra-cultura a surgir nos Estados Unidos com impacto histórico e cultural, no período pós-guerra, especificamente no final da década de 50. Os beatniks, assim denominado os participantes desse movimento, buscavam novos valores e a autenticidade. Assim, em algumas obras dessa geração, perceberemos a abordagem de temas como: a libertação do corpo, as liberalidades sexuais, o uso de drogas e o interesse, de alguns autores, por filosofias orientais. Para tanto, apresentarão personagens marginais e anti-heróis, ressaltando o aspecto grotesco em suas personalidaes; a aplicação de diversos termos e gírias – despreendimento na linguagem ; influência direta das características provenientes do romantismo. Os principais autores foram: Allen Ginsberg, Henry Miller, Jack Kerouac, William Burroughs, entre outros.
Texto de Giselle Lisboa da Matta
09/10/2009
Abaixo um trecho do filme Metropolis que, recentemente, foi lançado para DVD:
Espero que tenham gostado.
"Vida longa e Próspera"