ESTREIA 26/10 NOS PRINCIPAIS CINEMAS DO PAÍS

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IMAGEM IRON MAN 3

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IMAGEM DE IRON MAN 3

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GREY'S ANATOMY - 9ª TEMPORADA

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GREY'S ANATOMY - 9ª TEMPORADA

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9ª Temporada - Em exibição nos Estados Unidos! Nas quintas-feiras às 22h e na SONY (Brasil) às 21h45!

Go On, nova série da Warner Channel

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Go On

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com Mathew Perry (Chandler, de Friends), a série tem estreia prevista para o Brasil em 1º de novembro na Warner

ARROW, série sobre o Arqueiro Verde estreou na Warner

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Estreia em Novembro no Universal Channel

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

UMA VIAGEM PELA "SCI FI" - "Episódio I"

Olá, amigos! Nesse primeiro "Episódio" sobre a Ficção Científica, abordarei as raízes românticas herdadas por esse gênero que surge na literatura e, posteriormente, o cinema adota para classificar filmes que abarcam as características pertinentes à Ficção Científica. Então, desejo a todos: "uma boa viagem"!!!
1 O Gênero Ficção Científica: influências do romantismo

A Revolução Industrial ocorrida no século XIX colaborou para o surgimento do gênero Ficção Científica na literatura e, segundo a pesquisadora Adriana Amaral (2004, p.01), consolidou o “imaginário cientificista da época, no qual máquinas, robôs e viagens espaciais convivem com os seres humanos”. Contudo, veremos que além dessa visão clássica, alguns escritores desse gênero se preocuparão em inserir, em seus textos, uma perspectiva crítica sobre o contexto sócio-cultural e político de sua época. Assim, perceberemos que no século XX – especialmente a partir da primeira metade – as obras de ficção científica, então com maior sofisticação intelectual, proporcionarão reflexões e debates sobre o período que testemunhara as duas Grandes Guerras e promovera a ascensão de regimes totalitários.
O termo ficção está vinculado à conceitos como invenção, imaginação, ou ainda, simulação, porém, isso não o impede de narrar – uma estória – a partir de um fato que vigorou ou seja pertinente na história de uma sociedade.
A ascensão da ciência, com suas inovações técnicas – sobretudo no campo da física e da astronomia – abrirá espaço para a discussão das consequências e dos impactos que sobrevieram a sociedade. Observaremos, assim, o empenho do gênero ficção científica em apresentar uma literatura de mudança.
Alguns estudiosos consideram à Frankenstein (1818), da escritora inglesa Mary Shelley, a primeira obra literária de ficção científica. Para outros, esse romance está na fronteira entre o romance gótico e a ficção científica. Para o escritor Isaac Asimov (1984), por exemplo, Frankenstein representa a primeira obra do gênero ficção científica, uma vez que nascera na Inglaterra em plena efervescência da Revolução Industrial e, “por isso, ele [o romance] possua um tom tão pessimista em relação à moralidade científica da época”(AMARAL apud ASIMOV, 1984, p. 01).
O nascimento da expressão Ficção Científica acontecera apenas no início do século XX, nos Estados Unidos, pelo editor naturalizado norte-americano Hugo Gernsback, responsável pela publicação das primeiras revistas pulps do gênero, as Amazing Stories e Science Wonder Stories, a partir de 1926. Na época Gernsback estabeleceu a combinação Scientifiction, posteriormente Science Fiction, ou apenas Sci-Fi – para os fãs desse gênero. Em português a evolução seguira Cientificação, logo em seguida Ficção Científica, ou FC.
Em suas narrativas, a ficção científica apresenta influências advindas de outros movimentos e gêneros literários, como do romantismo – principalmente os contos góticos e de horror.
Quando atentamos para as consequências provocadas pela Revolução Industrial ou para sistemas que interferem voraz e violentamente na sociedade, perceberemos que alguns escritores empregam em seus textos a fuga à realidade e o caráter utópico – o escapismo seja para o passado ou para o futuro, para a natureza, para o sonho, para o interior do próprio eu, ou ainda para a morte – e isso refletirá na narrativa da ficção científica.
Por outro lado, o terror e o respectivo medo pela mecanização e manipulação do homem, motivam alguns escritores a abordarem, numa perspectiva pessimista, os aspectos sociais e políticos de sua época, num caráter muito mais distópico em detrimento da utopia.
Além de Mary Shelley, é possível averiguarmos influências de alguns escritores ingleses como: Robert Louis Stevenson, Bram Stoker, por exemplo, e escritores norte-americanos, em especial Edgar Allan Poe e Nathaniel Hawthorne. Estes primaram em expor o horror, o medo, o terror e o sombrio, essenciais na literatura gótica.
Aliás, o mundo gótico é sempre escuro, sombrio, claustrofóbico e apavorante. Segundo Prungnaud (1997) “a atmosfera tenebrosa, o clima de tensão e de medo, a presença de um personagem aterrorizante” (AMARAL apud PRUNGNAUD, 1997, p. 06) estão nos contos góticos. Além disso, os indivíduos – as personagens – tem sua identidade/subjetividade enfraquecidas e seus corpos sujeitos à violência, não somente à externa – imposta pelo outro – mas à violência proveniente dos imlpulsos e instintos reprimidos. Esses corpos que hibridizam entre o horror e a ficção científica aparecerão no subgênero ciberpunk. Em The Matrix, por exemplo, assistimos aos plugues que estão em todo o corpo do ser humano. Segundo Knight e McKnight (2003, p.221) “Matrix também explora outro tema favorito comum em ficção científica e terror, ou seja, a ameaça da violação e da posse do corpo humano”. Na obra 1984, de George Orwell atentemos para a descrição do corpo submisso e decadente de Winston Smith que nos é apresentado como frágil, magro, com “uma variz ulcerada” (ORWELL, pp. 5-6).
Na literatura gótica, o sobrenatural era causador de angústia e inquietação no homem, enquanto que na ficção científica, com seu discurso racional, a ciência e suas técnicas – onde estão inseridas as máquinas – são apresentadas como as novas causadoras desses sentimentos.
No final do século XIX, ao se mesclar com características advindas do Decadentismo e do Simbolismo, a literatura gótica inserirá nos textos de ficção científica – e estarão mais evidentes no ciberpunk – temas que refletirão tendências opressoras, não somente a representação de uma sociedade humilhada pela ciência e pela tecnologia, mas a ausência de humanidade promovida pelos impactos das duas Grandes Guerras, na primeira metade do século XX, influindo para uma produção de ficção científica essencialmente distópica, sendo destaques as obras literárias, Nós (1920), de Eugene Zamyatin, Admirável Mundo Novo (1932), de Aldous Huxley e 1984 (1949), de George Orwell.

Espero que tenham gostado.
"Vida longa e Próspera" a todos!!!

Texto de Giselle Lisboa da Matta
07/10/2009
Assista ao trailer oficial do filme 1984 (adaptação da obra literária 1984, de George Orwell):
http://www.youtube.com/watch?v=Z4rBDUJTnNU