ESTREIA 26/10 NOS PRINCIPAIS CINEMAS DO PAÍS

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IMAGEM IRON MAN 3

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IMAGEM DE IRON MAN 3

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GREY'S ANATOMY - 9ª TEMPORADA

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GREY'S ANATOMY - 9ª TEMPORADA

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9ª Temporada - Em exibição nos Estados Unidos! Nas quintas-feiras às 22h e na SONY (Brasil) às 21h45!

Go On, nova série da Warner Channel

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Go On

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com Mathew Perry (Chandler, de Friends), a série tem estreia prevista para o Brasil em 1º de novembro na Warner

ARROW, série sobre o Arqueiro Verde estreou na Warner

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Estreia em Novembro no Universal Channel

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Episódio II - Até a New Wave



Olá, amigos! Abordaremos, nesse segundo Episódio, um panorama histórico da Sci Fi até a terceira fase, chamada New Wave.


1.1- Panorama histórico da Ficção Científica

A Ficção Científica está convencionalmente dividida em quatro períodos. Abordaremos neste espaço apenas os três primeiros e suas principais características. O quarto período apresentaremos juntamente com os conceitos de cibercultura e ciberespaço.

1- O período Clássico (1818 – 1938) compreendera obras que transitaram entre o pessimismo e o otimismo; a utopia e a distopia. Comecemos por Frankenstein (1818) que, como já dissemos, abordara com certo pessimismo as intervenções da ciência e suas implicações para o homem, da mesma maneira que a obra O Médico e o Monstro (1886), de Robert Louis Stevenson. Por outro lado, podemos observar obras que exemplificam o otimismo e o ideal utópico, como Uma utopia moderna (1905) e Homens como deuses (1923), ambas de H.G.Wells. Porém, essa perspectiva otimista começara a ser deslocada para obras que exploram um caráter cético e pessimista ao abordarem a presença de uma arquitetura opressora, o controle social e o sistema distópico como em Admirável Mundo Novo (1932) de Aldous Huxley.
Ainda nesse período, é possível observarmos algumas narrativas de ficção científica que abrangeram assuntos como: a presença de um cientista louco, em The Birthmark (1840), de Nathaniel Hawthorne; a existência de uma raça superior ou super-homens – os Vril – que vivem no subterrâneo, em A Raça do Futuro (1871), do escritor inglês Edward Bulwer Lytton; a ênfase na viagem através do tempo como em A Máquina do Tempo (1888), o cientista com ideias elevadas e homem com super poderes em O Homem Invisível e invasões alienígenas em A Guerra dos Mundos (1898), obras de H.G.Wells; viagens mais rápidas que a luz, em The Mightiest Machine (1934), de John W. Campbell, aliás apontado por muitos estudiosos desse gênero como o primeiro autor a “invocar” o conceito de hiperespaço.
Nesse período, floresceram as revistas de aventuras siderais, as Pulps e as Comic Strips a partir de 1926 com a publicação das Amazing Stories e Science Wonder Stories. As estórias exploravam, além dos assuntos já enfatizados, o heroísmo, os mundos exóticos, as civilizações alienígenas, os robôs, monstros dentre outras características que serão desenvolvidas também pela Época Dourada, o próximo período.
Destaquemos que a primeira produção cinematográfica do gênero ficção científica considera-se Metropolis (1927), com direção de Fritz Lang. O filme apresenta uma estória ambientada no século XXI e narra a disputa entre uma elite privilegiada que mora na superfície – onde há o Jardim dos Prazeres – e os operários escravizados que trabalham e moram abaixo da superfície – na Cidade dos Operários. Metropolis é governada por um tirano – Freder – cujo único filho apaixona-se por Maria – a líder espiritual dos escravos. No filme há também a figura de um cientista louco que inventa um robô a semelhança do homem, apresenta ainda a ideia de clones e a visão de um mundo cheio de máquinas.

2- Na Idade do Ouro ou Época Dourada (1938 – 1960), os escritores se profissionalizaram ao aplicar assuntos mais técnicos e científicos em seus textos; as revistas pulps se popularizaram e além das publicadas por Gernsback, outras do mesmo gênero foram editadas: Astounding Science Fiction[1], Starling Stories, Weird Tales, Unknown e The Magazine of Fantasy & Science. As produções aumentaram e as estórias encontraram grande aceitação e público, principalmente nos Estados Unidos.
Tanto nas revistas quanto em alguns textos literários, os temas explorados no período clássico foram mantidos e somados à presença de outros temas, tais como: o controle demográfico, a possibilidade de um governo mundial, os computadores, a aldeia global, a clonagem, os seres humanos biônicos, a engenharia genética. Algumas obras e seus autores destacaram-se a partir desse período: Eu, Robô (1950), O Império Galáctico (trilogia de 1950 – 1952), a série Lucky Star (1952 – 1958), a Trilogia da Fundação (1951 – 1953), de Isaac Asimov; From Unknown Worlds (1948), The Astounding Science Fiction Anthology (1952), de John W. Campbell; o conto The Sentinel (1951), e A Cidade e as Estrelas (1951), do escritor britânico Arthur C. Clarke.
Um fato histórico que vale ressaltar é o surgimento dos primeiros computadores – mais precisamente calculadoras programáveis cuja função era amazenar programas – a partir de 1945, na Inglaterra e nos Estados Unidos, mas até então eram restritos aos militares, apenas a partir da década de 60 foram destinados para uso civil.
Uma produção cinematográfica que reflete bem as características vigentes na Idade do Ouro da ficção científica é O Dia em que a Terra parou (1951), de Robert Wise. O filme traz a ideia de um alienígena – Klaatu que é fisicamente semelhante ao homem – em missão na terra. Refilmado em 2008 e com direção de Scott Derrickson, O Dia em que a Terra parou diferencia-se da versão original, apenas pelo fato de Gort – o amigo que acompanha Klaatu – não ser um robô, mas um ser biológico.
Apesar desse período enfatizar bastante o otimismo e os benefícios científicos, é possível observarmos algumas características do romance gótico, tais como:
[..] os experimentos no corpo humano, o medo do outro – que aparece no contato com os aliens, robôs e ciborgues – e a tentativa de atingir a imortalidade. Contudo, a subjetividade e a questão da identidade do indivíduo, presentes no gótico, parecem estar escondidas entre as batalhas intergalácticas (AMARAL, 2004, p.04).
Apesar de cronologicamente as duas maiores obras de George Orwell – A Revolução dos Bichos (1945) e 1984 (escrita em 1948 e publicada em 1949) estarem situadas nesse período da ficção científica, observaremos que ambas apresentam um liame mais direcionado para uma crítica social e política, como a contestação a uma determinada forma de sistema, diferentemente dos temas abordados pela maioria dos autores dessa fase. E a tecnologia apresentada em 1984 serve como dispositivo de poder e controle, portanto, constataremos com maior ênfase as características advindas, principalmente, do quarto período da ficção científica, o Ciberpunk.

3- A New Wave[2] (1960 – 1980) refletira influências advindas do contexto pós-guerra e da geração beatnik[3] somado ao bucolismo, que retorna graças a ideologia hippie, interferindo na produção e nas estórias de ficção científica. Esse período, segundo Adriana Amaral (2004, p.05), “promoveu uma profunda experimentação de estilo, incorporando as gírias das ruas na linguagem, além de uma profunda impregnação de descrições de sexo e violência”.
Os temas abordados pela New Wave extrapolaram o campo das ciências exatas – até então muito enfatizadas pelos períodos anteriores – abrangendo temas do campo das ciências humanas. Alguns dos temas desenvolvidos foram: sistema contra o cidadão, o Estado como policial e os conflitos raciais. As personagens são geralmente retratadas, de acordo com Adriana Amaral (2004, p. 05), como heróis solitários, paranóicos – que questionam as fronteiras do que seja a realidade – pessimistas e angustiados por questões existenciais e pelas possíveis relações de poder seja com a sociedade, instituições, tecnologia, quanto com o próprio indivíduo. Nessa fase, a subjetividade dos romances góticos fora resgatada, porém o medo em relação ao outro ainda persistira. Os principais autores dessa fase são Samuel Delany, Bruce Sterling, Brian Aldiss, J.G. Ballard, Harry Harrison, John Brunner, Philip K. Dick, entre outros.
Nesse período, alguns filmes ainda abordaram temas das fases anteriores, porém com um caráter muito mais reflexivo e crítico. Destaque para: 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968), direção de Stanley Kubrick, Planeta dos Macacos (1968), direção de Franklin J. Schaffner, Laranja Mecânica (1971), direção de Stanley Kubrick, o início da série Star Wars (1977), direção de George Lucas e Contatos Imediatos do 3° grau (1977), direção de Steven Spielberg.
Alguns fundamentos da New Wave estarão no quarto período da ficção científica o Ciberpunk, considerado não somente um subgênero da literatura de ficção científica, mas um movimento no âmbito sócio, político e cultural.

[1] O editor dessa revista foi o estadunidense John Wood Campbell, a partir da década de 30.
[2] Nome lançado a apartir da publicação da revista New Worlds, cuja editoria era do inglês Michael Moorcok.
[3] Considerado o primeiro movimento de contra-cultura a surgir nos Estados Unidos com impacto histórico e cultural, no período pós-guerra, especificamente no final da década de 50. Os beatniks, assim denominado os participantes desse movimento, buscavam novos valores e a autenticidade. Assim, em algumas obras dessa geração, perceberemos a abordagem de temas como: a libertação do corpo, as liberalidades sexuais, o uso de drogas e o interesse, de alguns autores, por filosofias orientais. Para tanto, apresentarão personagens marginais e anti-heróis, ressaltando o aspecto grotesco em suas personalidaes; a aplicação de diversos termos e gírias – despreendimento na linguagem ; influência direta das características provenientes do romantismo. Os principais autores foram: Allen Ginsberg, Henry Miller, Jack Kerouac, William Burroughs, entre outros.
Texto de Giselle Lisboa da Matta
09/10/2009
Abaixo um trecho do filme Metropolis que, recentemente, foi lançado para DVD:
Espero que tenham gostado.
"Vida longa e Próspera"