ESTREIA 26/10 NOS PRINCIPAIS CINEMAS DO PAÍS

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IMAGEM IRON MAN 3

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IMAGEM DE IRON MAN 3

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GREY'S ANATOMY - 9ª TEMPORADA

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GREY'S ANATOMY - 9ª TEMPORADA

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9ª Temporada - Em exibição nos Estados Unidos! Nas quintas-feiras às 22h e na SONY (Brasil) às 21h45!

Go On, nova série da Warner Channel

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Go On

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com Mathew Perry (Chandler, de Friends), a série tem estreia prevista para o Brasil em 1º de novembro na Warner

ARROW, série sobre o Arqueiro Verde estreou na Warner

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Estreia em Novembro no Universal Channel

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sábado, 24 de outubro de 2009

A Febre dos Remakes


Olá, amigos!!

Em outra ocasião, eu falei sobre a moda de Hollywood em investir em sequências, pois bem, além disso, Hollywood vive a febre dos remakes (destaque para os filmes dos anos 80). Isso indicaria falta de criatividade ou busca por orçamentos melhores?

Os produtores afirmam que hoje está sendo comum reverem listas de sucessos de décadas passadas para analisar o que poderia ser refilmado. E os anos 80 viraram uma grande feira de títulos, uma vez que os filmes além de histórias inesquecíveis, tiveram também trilhas sonoras que são sucesso até os dias de hoje. Estão na lista dos remakes: "Fame"; "Footloose - Ritmo Louco"; "Tudo por uma esmeralda", "A hora do pesadelo", "Duna", "Karatê Kid", "Amanhecer violento", "Robocop - O policial do futuro", "O reencontro", "Arthur - O milionário sedutor"e "História sem fim" são apenas alguns dos títulos dessa década que estão sendo desenvolvidos novamente em Hollywood.
Para alavancar os orçamentos de Hollywood, os remakes e as refilmagens são lucrativas, porque além de trazerem o público antigo para o cinema, despertam também a curiosidade do público teen.
"Hoje em dia, se você quer fazer um filme, pode empurrar uma pedra grande morro acima ou pode empurrá-la no plano", disse um produtor de estúdio, explicando a lógica por trás dos remakes. "A maioria de nós prefere empurrar no plano."

O público pode aguardar, pois já estão confirmados os remakes de:

FAME: a história apresenta o dia a dia de jovens dançarinos, cantores e artistas que enfrentam desafios para alcançar a fama, enquanto estudam na tradicional escola New York City High School of Performing Arts. O filme estreia em 6/11/2009 nos cinemas brasileiros. O remake trará apenas duas canções do repertório original: Fame e Out Here On My Own. A canção Fame, no filme original, revelou a atriz e cantora Irene Cara. No elenco estão: Debbie Allen, que representou a professora durona de dança em 1980, retorna no elenco do remake. Kelsey Grammer, Megan Mullally, a estrela da Broadway Bebe Neuwirth e o ator de Hollywood Charles S. Dutton completam a lista de rostos conhecidos que fazem os papéis de professores. O filme conta também com um elenco de atores jovens em sua maioria desconhecidos. Direção de Kevin Tancharoen, enquanto no original foi de Alan Parker.

KARATÊ KID: com um novo título "Kung Fu Kid", o remake de "Karatê Kid" será protagonizado por Jack Chan (que viverá o Senhor Han, versão atualizada do Senhor Miyagi- que fora interpretado pelo ator Pat Morita) e Jarden Smith (que será o pupilo Dre, também uma versão atualizada de Daniel San). Jarden, o filho de Will Smith (um dos produtores desse remake), já ganhou a aprovação de Ralph Macchio (o Daniel Larusso). As filmegens já começaram.

FOOTLOOSE: A Paramount divulgou a data de lançamento do remake de "Footloose - Ritmo Louco" (1984) nos cinemas norte-americanos para 18 de junho de 2010, no Brasil a exibição está prevista para fevereiro de 2011. Ainda não foi definido o ator que viverá Ren Mc Cormack, personagem de Kevin Bacon, no filme original. Estão cotados para o papel Chace Crawford (ator do seriado de TV Gossip Girl) e Zac Eforn (de High School Musical). No original, o filme contou com a direção de Herbert Ross e a participação de atores como Sarah Jessica Parker (Sex and City - O Filme) e Dianne Wiest (Tiros na Broadway), recebeu indicação ao Oscar como Melhor Canção Original. A trilha sonora, com canções escritas pelo roteirista Dean Pitchford, tornou-se um imenso sucesso de vendas. No remake, que terá direção de Kenny Ortega, a história receberá coreografias inéditas, porém a história permanecerá a mesma: um garoto da cidade grande apaixonado por dança, se muda pra uma cidadezinha e tem que enfrentar os preconceitos da população local.

ROBOCOP: a MGM quer lançar o remake de "Robocop" já em 2010. O diretor será Darren Aronofsky ("Fonte da vida" e "Réquiem para um sonho") e o roteirista será David Self ("Estrada para a perdição").

Bem, se essa febre continuar, veremos remakes de "Flashdance" (que inclusive foi cogitada a ideia e teria Jennifer Lopez no papel principal), "O Sol da Meia Noite", "Tootsie", "De Volta para o Futuro"...e por aí vai!!! Quem não teve o privilégio de ter nascido na década de 80, poderá se divertir com os remakes (pena que nem sempre conseguem abarcar a mesma emoção que tiveram na época). Só tenho que agradecer por ter nascido na década de 80, a melhor década rsrsrs !!!!

Abraço,
Giselle Lisboa da Matta
24/10/2009

Pesquisado em:




Assistam aos trailers da versão original(1980) e do remake (2009) de Fame:

http://www.youtube.com/watch?v=fRPca0Lvp1w










quinta-feira, 22 de outubro de 2009

UMA VIAGEM PELA "SCI FI" - "Episódio III"- O Ciberpunk




















1.2- Ciberpunk e os conceitos de Ciberespaço e Cibercultura
Olá, amigos! Continuarei com o estudo sobre a história e as características da Ficção Científica. Falarei, nesse episódio, sobre a quarta fase desse gênero literário e os conceitos que surgem, a partir do Ciberpunk:

No início da década de 80, o Ciberpunk[1] surgira como subgênero da literatura de ficção científica. A construção do termo fora a partir da junção de outros dois termos: ciber – de cibernética[2] e da palavra grega kubernetes, que se refere a governo e controle – e do punk ­– movimento cultural e ideológico de contracultura e contestação ocorrido no final da década de 70 e início dos anos 80. Porém, o termo Ciberpunk está no título de um conto que narra aventuras de hackers adolescentes, escrito pelo norte-americano Bruce Bethke e publicado na revista Amazing Stories, em 1984. Os principais escritores tomaram o termo Ciberpunk como empréstimo para batizar o movimento que fora impulsionado pelo lançamento do filme Blade Runner (1982), de Ridley Scott e, fundamentalmente com a publicação de Neuromancer (1984), do escritor norte-americano William Gibson. Ambas trouxeram, em estilo e linguagem, uma outra forma de ler e refletir ficção científica, semelhantemente ao que poucos escritores como Aldous Huxley e George Orwell, já haviam feito em sua obras. Segundo o pesquisador Fábio Fernandes (2003):
Até então, a ficção científica era conhecida do grande público por características, ou tropos, que o cinema transformou em clichês graças a uma super exposição ao longo de décadas, entre os quais cientístas loucos, robôs galopantes, espaçonaves trovejantes [...]. O fã de cinema já estava acostumado a roteiros em que inovações tecnológicas dominavam a narrativa em detrimento de uma elaboração mais consistente de personagens. Na literatura, isso também acontecia, graças a autores com formação científica e pouca preocupação com o estilo (FERNANDES, 2003, p. 01).

Aliás, será através da obra Neuromance, que Gibson nos apresentará o conceito de ciberespaço e lançará as bases para o que seria denominado de cibercultura em literatura. Mas antes de abordarmos sobre esses conceitos, exporemos brevemente, a estória de Neuromancer, uma vez que a partir desta obra, as características do ciberpunk tornaram-se amadurecidas: Case é um hacker[3] norte-americano residente em uma megalópole devastada pela Terceira Guerra Mundial que luta contra uma megacorporação que aprisona os indivíduos. Como punição, por invadir o banco de dados dessa corporação, Case recebe um implante, uma espécie de toxina que danifica seu cérebro, e com isso o impede de estar no ciberespaço. Nesse romance encontramos a violência, o cenário da cidade devastada e o aspecto sombrio, a inteligência artificial, os implantes – os plugues na nuca, os implantes oculares e as lâminas nas unhas – as drogas, as megacorporações, os ciborgues, a cultura japonesa – já que Case é exilado em uma região do Japão, onde conhece Molly, uma samurai japonesa – o misticismo e a filosofia. Cabe também a Gibson o conceito de jack in – ou seja, a conexão do cérebro através de um plugue implantado na nuca – e com isso ter acesso ao ciberespaço. Essa obra influenciou diretamente a trilogia fílmica The Matrix, de Andy e Larry Wachowski.
Quanto às megacorporações ou grandes multinacionais, estas representam uma crítica às instituições, seja o poder totalitário do Estado ou por outras formas de controle que exercem sobre o indivíduo, como vemos na obra 1984, de George Orwell:
Uma olhada mais próxima [dos autores ciberpunks] revela que retratam quase sempre à sociedades futuras com governos absurdos e patéticos [...] Contos populares de ficção científica de Gibson, Cadigan e outros são quase uma representação Orwelliana da acumulação do poder no próximo século, mas quase sempre em mãos secretas mais endinheiradas ou em corporações de elite (BRIN, 1998, p. 01).

Ainda podemos observar influências góticas que se referem à violência, no qual os corpos estão sujeitos, como já dissemos anteriormente, à instabilidade do eu, à exposição de paisagens urbanas sombrias, sujas, devastadas e clautrofóbicas. Além disso, encontramos características de movimentos, tais como: o decadentismo, o simbolismo, a New Wave, os beatniks, os californianos[4] e o próprio punk que trouxeram ao ciberpunk:
▪ personagens – especificamente os protagonistas – são heróis, solitários, inadaptados a um sistema, paranóicos, com crises existenciais, que vivem trajetórias tortuosas e que não conservam a memória, a não ser em fragmentos, visionários e em muitos casos nostálgicos e utópicos, por exemplo, Winston e Neo – protagonistas da obra 1984, de George Orwell e da trilogia fílmica The Matrix, de Andy e Larry Wachowski, respectivamente. Ambos representam andarilhos num ciberespaço, ou na perspectiva da pesquisadora Adriana Amaral (2003, p. 03) “andarilhos trazidos das estradas empoeiradas do ciberespaço”. Sendo assim, Winston e Neo destacam-se, não apenas por trilharem trajetórias tortuosas, pertencentes ao típico andarilho, mas por lutarem contra um sistema que aprisiona o ser humano de tal forma que o priva de sua subjetividade e individualidade, de sua autonomia física e mental.
▪ questões filosóficas como: a tradição cartesiana mente/corpo – a valorização da mente em detrimento do corpo; o confronto homem e máquinas, o orgânico e o artificial; as dicotomias real/virtual, real/sonho, verdadeiro/falso, identidade/existência; o niilismo, que segundo Baudrillard realiza-se “inteiramente já não na destruição, mas na simulação e na dissuasão” (1991, p.195).
▪ narrativas que retratam o presente angustiante em um futuro aterrorizador e distópico. Apontemos, como exemplo, as obras 1984, de George Orwell e The Matrix, de Andy e Larry Wachowski. Segundo George Orwell:
[1984] is a novel about the future [...] it is intended as a show-up of the perversions to which a centralised economy is hable, and which have already been partly realised in Communism and fascism [...] Totalitarian ideas have taken root in the minds of intellectuals every where, and I have tried to draw there ideas out to their logical consequences (PAVLOSKI apud MEYERS, 1975, p. 145)[5].

Além de The Matrix, citemos como exemplo, as obras fílmicas V de Vingança (2001), ambas dirigidas por Andy e Larry Wachowski e Equilibrium (2002), direção de Kurt Wimmer.
Quanto ao conceito de ciberespaço quando criado, representava um espaço virtual pleno de conteúdo onde fosse possível a apreensão e a troca de informações. Porém, era preciso estar conectado à esse ciberespaço – seria a ideia de entrar na Matrix. William Gibson definira assim o ciberespaço, em sua obra Neuromancer (1984):

Uma alucinação consensual diariamente experimentada por bilhões de operadores legítimos, em cada país, por crianças a quem são ensinados conceitos matemáticos... Uma representação gráfica de dados extraídos de bancos de cada computador do sistema humano. Complexidade impensável. Linhas de luz alinhadas no não-espaço da mente, clusters e constelações de dados. Como luzes da cidade, afastando-se[...][6]

Nas décadas de 40 e 60 tivemos os primeiros computadores. O mainframe – um gigantesco computador central – que a princípio era de uso exclusivo dos militares, posteriormente puderam ser acessados por civis. Na década de 70, com a comercialização de microprocessadores e do movimento de contracultura da chamada ideologia californiana inaugurara-se uma nova fase para a indústria de automação, pois permitera que setores do terciário e cada indivíduo tivessem computador.
Ressaltemos que a rede mundial de computadores – ou Internet – surgida no período da Guerra Fria era acessada exclusivamente por militares. Somente nas décadas de 70 e 80, o acesso expandiu-se para os meios acadêmicos, e principalmente nos Estados Unidos, professores e alunos faziam pesquisas e comunicavam-se utilizando a rede mundial de computadores.
Na década de 80, iniciara-se a digitalização. A informática fora incorporada à setores de telecomunicação, editoração, cinema, em produção e gravação de músicas e televisão. Esse período constituíra uma virada para a informática, pois a partir do final dessa década e início dos 90, um movimento sócio-cultural permitirá que um maior número de pessoas e de computadores estejam conectados à inter-rede. Segundo Pierre Lévy (1999):
Como no caso da invenção do computador pessoal, uma corrente cultural espontânea e imprevisível impôs um novo curso ao desenvolvimento técnico-econômico. As tecnologias digitais surgiram, então, como infra-estrutura do ciberespaço, novo espaço de comunicação, de sociabilidade, de organização e de transação, mas também novo mercado da informação e do conhecimento (LÉVY, 1999, p.32).

No ano de 1990, a World Wide Web[7] fora desenvolvida e surgiram navegadores como, por exemplo, o Internet Explorer da Microsoft. A partir deste momento o acesso à Internet crescera em ritmo muito acelerado e nos dias atuais, em que quase todo o indivíduo tem acesso a um computador, estar conectado é uma necessidade e uma urgência, pois todos os setores e instituições estão interconetados. A capacidade de comunicação a partir dessa interconexão é o conceito de ciberespaço.
Na relação entre tecnologia, sociedade e a valorização do conhecimento está a cibercultura. Para Lévy (1999, p.17) o termo especifica: “o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modo de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço”.
A partir desses conceitos, podemos refletir sobre os seguintes aspectos: novamente a relação homem e máquina – por exemplo, a vigilância e o controle através do uso da tecnologia, que tornaram-se mais eficientes; maior possibilidade de manipulação da informação; a virtualização do real – uma vez que esse contexto proporciona a dicotomia real/virtual e as consequentes desterritorialização, esvaziamento das fronteiras e da distância espaço-tempo. Nessa perspectiva de real e virtual, surgem teóricos como Jean Baudrillard que nos apresenta, através da ideia de precessão dos simulacros, a desertificação do real, a “abolição das distinções reais” (BAUDRILLARD, 1997, p. 24) e a existência de uma hiper-realidade em um hiperespaço. Segundo o filósofo francês, “simular é fingir ter o que não se tem” (BAUDRILLARD, 1991, p. 09), por isso remete à uma ausência, sendo assim, o que há é uma ausência da realidade, pois:

O real é produzido a partir de células miniaturizadas, de matrizes e de memórias, de modelos de comando – e pode ser reproduzido um número indefinido de vezes a partir daí. Já não tem de ser racional, pois já não se compara com nenhuma instância, ideal ou negativa. É apenas operacional. Na verdade, já não é o real, pois já não está envolto em nenhum imaginário. É um hiper-real, produto de síntese irradiando modelos combinatórios num hiperespaço sem atmosfera (BAUDRILLARD: 1991, p.08).

E nesse cenário de simulação, na perspectiva de Baudrillard, realiza-se o niilismo. Sendo assim, não será possível pensarmos – partindo das ideias de ciberespaço, hiperespaço e hiper-realidade – que tudo isso impelirá para uma alienação – no sentido de estar alheio ao seu posicionamento num mundo no qual questiona-se o que é verdadeiro/falso? Que os problemas sobre a identidade, subjetividade e privacidade do indivíduo serão acentuados? E pensarmos ainda, sobre a capacidade de emersão de dispositivos ou sistemas controladores que serão mais concretos.

[1] No original Cyberpunk
[2] Termo cunhado, em 1948, pelo matemático Nobert Wiener que vincula-se à noção de controle aliado à tecnologia e à relação homem-máquina.
[3] Na obra ele é apresentado como um cowboy do ciberespaço.
[4] Ideologia Californiana, movimento de contracultura da década de 60 que proporcionou a invenção do computador pessoal.
[5] Tradução: [1984] é um romance sobre o futuro [...] o objetivo é apresentar uma amostra das perversões que uma economia centralizada está sujeita, e que em parte já foram realizadas pelo Comunismo e fascismo... Ideias totalitárias se implantaram nas mentes de intelectuais por toda parte, e eu tentei projetar essas ideias a partir de suas consequências lógicas.
[6] Disponível em: http://www.citi.pt/homepages/espaco/html/william_gibson.html
[7] Desenvolvido pelo norte-americano Tim Berners Lee.

Texto de Giselle Lisboa da Matta
22/10/2009

Abraço