ESTREIA 26/10 NOS PRINCIPAIS CINEMAS DO PAÍS

ESTREIA 26/10 NOS PRINCIPAIS CINEMAS DO PAÍS

IMAGEM IRON MAN 3

IMAGEM IRON MAN 3

IMAGEM IRON MAN 3

IMAGEM IRON MAN 3

IMAGEM DE IRON MAN 3

IMAGEM DE IRON MAN 3

GREY'S ANATOMY - 9ª TEMPORADA

Loading...

GREY'S ANATOMY - 9ª TEMPORADA

GREY'S ANATOMY - 9ª TEMPORADA
9ª Temporada - Em exibição nos Estados Unidos! Nas quintas-feiras às 22h e na SONY (Brasil) às 21h45!

Go On, nova série da Warner Channel

Loading...

Go On

Go On
com Mathew Perry (Chandler, de Friends), a série tem estreia prevista para o Brasil em 1º de novembro na Warner

ARROW, série sobre o Arqueiro Verde estreou na Warner

Loading...

Estreia em Novembro no Universal Channel

Estreia em Novembro no Universal Channel

sábado, 27 de março de 2010

AGORA É OFICIAL: CHEGA AO FIM 24 HORAS




Olá amigos!! Confesso....estou triste!!! 24 Horas é a minha série preferida e Jack Bauer é, praticamente, o MacGyver do século 21!!! Mas sabíamos que um dia essa série chegaria ao fim...não pensei que fosse após 8 temporadas.

Depois de quase um mês, em que alguns produtores especulavam sobre o fim da série, o diretor e produtor executivo, Jon Cassar, noticia em seu twitter: "Novidades do set de gravação de 24 Horas: a equipe foi avisada que a série acabou. Não existirá 9ª temporada. Foi uma excelente jornada, obrigada a todos por existirem." Assim, a série 24 Horas está oficialmente cancelada.

24 Horas era a atração mais cara do canal Fox e, ao que se sabe, a 8ª e agora última temporada estaria com baixos índices de audiência o que, consequentemente, não estaria rendendo lucros para compensar os gastos. A série está no ar desde do dia 6 de novembro de 2001 e chegará ao fim com a exibição de um episódio duplo. Ao todo foram 8 temporadas e 1 filme (Redenção).

Quanto ao protagonista e produtor da série, Kiefer Sutherland, comentou sobre o cancelamento de 24 Horas:

"Esse tem sido o papel da minha vida, e eu nunca serei capaz de expressar totalmente minha gratidão por todo mundo que tornou isso possível. Ao mesmo tempo em que o final da série é amargo, nós sempre quisemos terminar a série em alta, então todos concordamos em tornar a 8ª temporada a última da série. Isso é a combinação dos esforço dos roteiristas e atores para nossa fantástica equipe e para todos da FOX. Olhando para o futuro, eu e Howrad Gordon etamos empolgados com a possibilidade de criar um filme de "24 Horas". Mas com tudo isso dito, foi a lealdade dos fãs de todo o mundo que me possibilitou ter essa experiência de interpretar Jack Bauer, e por isso eu serei eternamente grato", declacou Kiefer Sutherland.

É isso!!!

Abração,

Giselle Lisboa da Matta

27/03/2010

domingo, 21 de março de 2010

GLAUBER ROCHA: UM CINEASTA REVOLUCIONÁRIO



Resumo: No Brasil durante a década de 50, entre os congressos de Cinema e Literatura em São Paulo, surge um movimento cinematográfico renovador e influenciado em grande parte pelo neo-realismo italiano na figura de Viani. Deste modo nasce o Cinema Novo, um movimento aberto à temática popular e a “realidade sócio-política e cultural do Brasil”, e cujo principal objetivo é despertar uma “consciência nacional” ou uma consciência de nacionalismos e identidade do povo. Durante esse movimento destacaram-se a figura de Glauber Rocha e suas produções que expressavam a luta por essa identidade nacional. Tratava da liberdade no nível de linguagem e de uma estética que não mais se submetessem aos padrões cinematográficos estrangeiros, mas às propostas nesse novo cinema. Portanto, esse artigo tratará da importância de sua obra na historiografia cinematográfica nacional.

Palavras-chaves: Cinema Novo. Glauber Rocha. Obra

1 INTRODUÇÃO

Num período que compreende a pós-segunda guerra e se estende à ditadura militar, o Brasil passou por profundas transformações sócio-políticas e culturais.

Culturalmente, assistiu-se o surgimento do movimento Cinema Novo, que buscava a identidade nacional utilizando uma linguagem própria. O filme considerado como marco inicial é Rio 40 graus, do cineasta Nelson Pereira dos Santos, porém o grande destaque dentre os cinemanovistas pode ser dado ao polêmico e controvertido Glauber Rocha que “escreveu e pensou cinema”.

Este artigo, além de relatar o contexto sócio-político e cultural do Brasil e o movimento do Cinema Novo, se deterá primordialmente no trabalho de Glauber Rocha e suas propostas. No tópico O ‘Kinema’ de Glauber Rocha e a importância de sua obra, este artigo propôs-se focalizar seu estudo em duas obras principalmente, por serem consideradas as mais importantes e de grande impacto: Deus e o Diabo na Terra do Sol e Terra em Transe.

2 DIÁLOGOS COM A HISTORIOGRAFIA E AS IDEIAS POLÍTICAS DE GLAUBER ROCHA

A conjuntura sócio-política do Brasil a partir do período pós-segunda guerra até o golpe militar em 1964, caracterizou-se pela chamada República Populista. Nos planos político e econômico, o populismo representou o deslocamento do pólo dinâmico da economia do setor agrário para o urbano, devido o processo de desenvolvimento industrial. No plano social, essa política constituiu na manipulação das massas por parte de um Estado que apresentava ambiguidades e demagogias.

Em 1951, Getúlio Vargas tomou posse. Seu governo volta-se para o nacionalismo e o operariado, mas ainda permanecia o controle estatal. Em 56, assumiu Juscelino Kubitschek. Nos anos iniciais do seu governo aconteceram fortes agitações e conspirações expressas nas rebeliões militares e nos discursos golpistas de Carlos Lacerda. Aproveitando a oferta de empréstimos do governo norte-americano para bloquear o avanço do comunismo, JK articulou o desenvolvimento nacional “50 anos em 5.” Em 1961, Jânio Quadros assumiu a presidência, com uma política ambígua e sofrendo forte oposição do Congresso, Jânio renuncia em agosto de 61, militares manifestam-se contra a posse de João Goulart (o então vice-presidente). Em meio a essa crise institucional aberta e na tentativa de “rasgar” a Constituição, Leonel Brizola articula a defesa da legalidade exigindo nas rádios o respeito à Constituição. A imposição dos ministros militares foi a de que Jango só assumisse o cargo, caso adotasse o regime parlamentarista. Os destaques do governo de João Goulart foram: a vitória das forças progressistas; a volta do regime presidencialista; radicalização dos movimentos de massas, durante a gestão de Goulart, a crise econômica e social acelerou-se; crescimento dos movimentos pró-reforma-agrária.

Em entrevista à Folha de São Paulo, em 1978, Glauber Rocha posiciona-se acerca do governo de Jango e do golpe militar: “O Jango levou o Brasil à subversão total, então ganhou o grupo mais forte. Esse grupo mais forte no momento, você vai discutir se era fascista, se era comunista. Acontece o seguinte: implantou-se a supremacia do Exército que preservava a unidade da Nação, que está acima da luta de classes.” (GERBER, 1982: 227).

Nota-se um claro apoio ao que ele chamou de governo revolucionário e não reacionário. Mas é interessante observar que o próprio Glauber Rocha foi alvo desse governo “revolucionário”. Seu filme Terra em Transe (1966), por exemplo, sofreu com a censura: “Quando o filme saiu, o que aconteceu? O Itamaraty denunciou o filme; a censura de Brasília proibiu o filme.” (GERBER, 1982, 256). Isso ocorreu no governo de Costa e Silva. Glauber Rocha queria apresentar o filme no Festival de Cannes e precisava da liberação.

Em 1964 com o golpe militar, os governos militares resumiram seus grandes objetivos em duas palavras: segurança e desenvolvimento. Mas para que estes fossem assegurados utilizavam a cassação, a censura, a tortura. No plano sócio-cultural, as artes e a imprensa sofreram rigorosa censura, principalmente no período entre 1969 e 1974.

O governo de Ernesto Geisel apresentou uma proposta, embora gradual, de aperfeiçoamento democrático com o seu projeto de abertura. Usando os poderes do AI-5, Geisel fechou o Congresso e editou uma série de medidas, conhecidas como o Pacote de Abril. O seu projeto de abertura começava a se concretizar a partir do desaparecimento gradativo da censura. Geisel liberou primeiro os grandes jornais. Quanto ao governo de Geisel, Glauber Rocha expressa a seguinte opinião: “Eu, por exemplo, fechei com o Geisel em 74, numa entrevista que eu dei pra revista Visão, e muita gente foi fechar depois. Na época me chamaram de louco, começou a queimação aí. Eu refleti no exílio que a solução militar pro Brasil não era a pior, que a pior era a democrática capitalista, porque esta era corrupta, e eu entendi o que era o juscelinismo e o janismo e o próprio janguismo...ele (Geisel) não permitiria dissidências...o significado do projeto de aberturas, que eu entendi em 74 e resolvi fechar com Geisel, dar apoio total, confiar realmente no Geisel como um navegador que sabia exatamente pra onde conduzir o Brasil.” (GERBER, 1982: 227-8).

Glauber Rocha posiciona-se claramente a favor ao governo de Geisel, e complementa sua declaração afirmando: “Eu nunca fiz acordo com o sistema. As minhas relações com o governo do Geisel não têm nada a ver com a minha profissão de cineasta, é uma reflexão política minha, no sentido poético, que tenho direito de ter. Assumo a responsabilidade por isso, não aceito repressão de nenhum nível” (GERBER, 1982: 229).

Mas a partir do momento em que “fecha” com Geisel, Glauber não está fazendo algum acordo com o sistema?

Os anos de ditadura militar estenderam-se até o ano de 1985, após esse período seguiu-se a volta da “democracia” com a nova república. “O processo democrática só nasce da relação dialética entre os vários corpos, fora daí a conversa de democracia é cascata, não funciona”, afirma Glauber Rocha (GERBER, 1982: 234).

Aguardem a próxima publicação!!!

Abraço,

Artigo de Giselle L. da Matta

21/03/2010